A decisão de Paulo Skaf de adiar o manifesto empresarial criticando atos do governo Jair Bolsonaro não foi comunicada a entidades que assinaram o documento, que, como represaria, resolveram ‘vazar’ o texto.
A decisão do presidente da Fiesp de não comunicar aos cerca de 200 signatários do documento coordenado em parceria com a FEBRABAN, que souberam pela mídia do recuo, gerou mal estar no setor privado, segundo apurações de O Globo.
O ato ocorreu após pedido do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) e do ministro da Economia, Paulo Guedes.
Por não concordarem com o manifestado, dirigentes do Banco do Brasil e da Caixa anunciaram o desligamento da Febraban, que ratificam o texto.
Leia íntegra do manifesto “A Praça é dos Três Poderes”:
A praça dos três Poderes encarna a representação arquitetônica da independência e harmonia entre o Legislativo, o Executivo e o Judiciário, essência da República. Esse espaço foi construído formando um triângulo equilátero, cujos vértices são os edifícios-sede de cada um dos poderes.
Esta disposição deixa claro que nenhum dos prédios é superior em importância, nenhum invade o limite dos outros, um não pode prescindir dos demais. Em resumo, a harmonia tem de ser a regra entre eles.
Este princípio está presente de forma clara na Constituição Federal, pilar do ordenamento jurídico do país. Diante disso, é primordial que todos os ocupantes de cargos relevantes da República sigam o que a Constituição nos impõe.
As entidades da sociedade civil que assinam este manifesto veem com grande preocupação a escalada de tensões e hostilidades entre as autoridades públicas.
O momento exige de todos serenidade, diálogo, pacificação política, estabilidade institucional e, sobretudo, foco em ações e medidas urgentes e necessárias para que o Brasil supere a pandemia, volte a crescer, a gerar empregos e assim possa reduzir as carências sociais que atingem amplos segmentos da população.
Mais do que nunca, o momento exige do Legislativo, do Executivo e do Judiciário aproximação e cooperação. Que cada um atue com responsabilidade nos limites de sua competência, obedecidos os preceitos estabelecidos em nossa Carta Magna. Este é o anseio da Nação brasileira.



