PT Salvador defende que paridade racial na política deve ser prioridade no próximo governo de Lula

Ademário

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O diretório do PT SALVADOR defendeu nesta quinta-feira (26), durante encontro do ex-presidente Lula com os movimentos negros da Bahia, na sede do Ilê Aiyê, que o próximo governo de Lula precisa ter como prioridade a paridade racial nos espaços do poder, visando não só a justiça e empoderamento daqueles que foram historicamente marginalizados, mas como uma forma de garantir políticas públicas de inclusão e reparação social para o povo negro.

O presidente do diretório, Ademário Costa, acredita que a capital baiana é o berço e centro desse debate e construção para todo o Brasil. “Salvador é a cidade mais negra do Brasil e historicamente a que vive por mais tempo as desigualdades sociais oriundas do racismo, portanto é de onde deve nascer a proposta de justiça racial nos espaços de decisão e de construção política do próximo governo do PT, de Lula, e toda a esquerda brasileira”, defendeu o dirigente.

O petista também argumentou que para que a equidade racial seja efetiva nos espaços de poder é necessário uma reforma eleitoral. “Para que os negros estejam nos espaços de representação política precisamos dividir o orçamento para as candidaturas negras, que devem receber metade do valor total destinado aos partidos, tanto no fundo partidário como no fundo eleitoral. E Lula precisa ser o grande agente dessa transformação”, disse.

O dirigente ainda defendeu um pacote de políticas públicas, com foco prioritário no empoderamento das mulheres negras, nas áreas de educação, assistência social, segurança pública e proteção às vidas negras. “Outra ação fundamental é termos um pacote de políticas públicas capaz de mudar essa estrutura de segregação social que nasce do racismo, garantindo a permanência dos jovens negros nas universidades; a retirada da população negra da situação de vulnerabilidade social da qual é inserida; uma nova política de drogas, que foque na prevenção; a desmilitarização da polícia, evitando as mortes de negros pelo Estado, e a inclusão social e profissional das mulheres negras. Esses são pilares fundamentais para uma mudança efetiva na sociedade brasileira, rompendo com a herança do racismo, e isso se faz com políticas públicas,” concluiu Ademário.

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