O relator da CPI da Pandemia, Renan Calheiros, decidiu indiciar mais três pessoas.
O primeiro é o dono da Precisa Medicamentos, Francisco Emerson Maximiliano. A Precisa era, à época da assinatura de contrato com o Ministério da Saúde, em março de 2021, a empresa intermediária da Bharat Biotech, laboratório responsável pela produção da vacina Covaxin. Pressão sobre servidores e irregularidade no contrato e na nota fiscal da Precisa provocaram a denúncia do deputado federal Luis Miranda (DEM-DF), irmão do servidor do setor de importação da pasta, Ricardo Miranda, ao presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido). A atitude levantou suspeição sobre uma eventual prevaricação de Jair Bolsonaro por não ter adotado uma investigação rigorosa sobre o fato. O contrato foi anulado em junho.
Outro investigado é o diretor de Logística do Ministério da Saúde à época das negociações da Covaxin, Roberto Ferreira Dias, que é apontado como o autor de um pedido de vacina nas negociações com membros da pasta para aquisição de outra vacina, neste Caso, a AstraZeneca, via intermediária Davati Medical Supply.
O terceiro é o diretor-presidente da Belcher Farmacêutica, Emanuel Catori, que prestou depoimento nesta semana e afirmou que o líder do governo, Ricardo Barros (PP-RP), é foi quem o levou ao ministério da Saúde.
“Na segunda quinzena entregaremos o relatório aos brasileiros para que conheçam os fatos e seus verdadeiros responsáveis. Eu estou propondo ao presidente da comissão o crescimento de mais três nomes no rol de investigados nessa comissão, o senhor Roberto Ferreira Dias, Emanuel Catori e Francisco Emerson Maximiliano, em função do avanço da investigação, provas obtidas e depoimento prestado, elevamos essas pessoas a condição de investigados”, destacou Renan Calheiros.



