O Ministério Público abriu inquérito para analisar possível ato de improbidade administrativa por parte do coronel Aleksander Lacerda, ex-comandante de 7 batalhões da PM de São Paulo, e do coronel da reserva Ricardo Augusto Araújo, diretor da Ceagesp.
Os dois convocaram atos de apoio ao presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), para 7 de setembro.
Na portaria, assinada na última terça-feira (24), o promotor José Carlos Guillem Blat afirma que a conduta pode configurar, além de transgressão disciplinar, ofensa aos princípios da administração pública.
“Os órgãos de segurança pública são instituições permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, e destinam-se à defesa da sociedade e devem se pautar pelo regime democrático instituído”, diz um trecho do despacho, reproduzido pelo Estadão.
Em seu perfil no Facebook, Lacerda escreveu que “liberdade não se ganha, se toma. Dia 7/9 eu vou”. Ex-comandante da Rota, Araújo gravou vídeo no Instagram convocando veteranos a saírem às ruas para combater o comunismo.



