Falta de repasse de medicamentos pelo Ministério da Saúde coloca em risco a vida de baianos em tratamento de câncer, HIV, doenças autoimunes e transplantados

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A Bahia está sofrendo com a escassez de medicamentos essenciais para o tratamento de um série de doenças. Os estoques baixos na Secretaria de Saúde da Bahia é resultado pela falta de repasse com regularidade pelo Ministério da Saúde, o que já está impactando e tende agravar a situação de pessoas que vivem com o HIV, em tratamento de câncer, transplantados, diabéticos etc.

“Nós estamos vivendo uma realidade hoje que se arrasta por dois anos e meio, de atraso de medicamentos que são de obrigação do governo federal nos repassar. Isso vem de forma recorrente acontecendo. Estamos falando pacientes de pacientes de HIV, câncer, está faltando medicamentos para a leucemia. Então, os pacientes desse ficar sem acesso ao medicamento a gente já pode imaginar qual é a situação de agravamento que ele pode ter”, destacou o superintendente de assistência farmacêutica da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), Luiz Henrique D’ultra.

O responsável pelo setor de guarda e controle dos medicamentos do governo estado explica que sem os medicamentos, muitos tratamentos serão afetados ou até mesmo colocados a perder, como é o caso de uma pessoa recém transplantada: “existem doenças como artrite reumatoide, doenças autoimunes, que são doenças difíceis do paciente ficar sem atendimento dos medicamentos. Estamos falando por exemplo de pacientes sem insulinas, que hoje temos falta de algum tipo, os diabéticos; de pacientes renais crônicos, que podemos imaginar qual é a situação que pode acontecer. Pacientes com transplante, que se ficarem sem medicamento podem inclusive perder o órgão”.

Diante do cenário de desabastecimento de medicamentos, e-mails tem sido enviado mensalmente para o Ministério da Saúde e, por força da gravidade da situação, estão sendo repassados também para os órgãos de controle, o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Ministério Público Federal (MPF).

“Algumas vezes o Ministério da Saúde fala que estão com dificuldade na aquisição e que estão providenciando o fornecimento. As entregas que deveriam ser trimestrais muitas vezes acontece o quantitativo de 15 dias, que não dá para atender a quantidade dos pacientes. E muitas vezes sem resposta. Temos muitos medicamentos com estoque zerado na ponta. Outros com risco total de falta e sem previsão de chegada”, sinalizou Luiz Henrique D’ultra .

O OFF News tenta contato com o Ministério da Saúde, mas até o momento não obteve um retorno das ligações e dos e-mails enviados.

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