O senador do Rio Grande do Sul, Luis Carlos Heinze (PP) fez lobby junto à Precisa com o objetivo de fechar contrato para produção da Covaxin em plantas da indústria veterinária, onde são produzidas vacinas para Febre Aftosa.
“Heinze prospectou possibilidades de atuação da Precisa em parceria com grandes indústrias do setor animal para produção da vacina. A empresa representava a Bharat Biotech no Brasil e já tinha assegurado, desde 25 de fevereiro, o contrato bilionário com o Ministério da Saúde. Integrantes da Precisa afirmaram à Folha que a empresa assinou três acordos de confidencialidade para tentar viabilizar a produção de vacina para Covid-19 em plantas industriais de produtos animais. Esses acordos, segundo essas pessoas, foram assinados com a Boehringer Ingelheim Brasil, com a Ourofino Saúde Animal e com a Ceva Saúde Animal”, diz Folha de São Paulo.
Segundo o jornal, a ideia era “converter a produção de vacina para febre aftosa em vacina para Covid-19”, um empreendimento que pareceu improvável, desde o início, até mesmo para as pessoas ligadas à Precisa.
“As quatro ligações de Heinze para o celular da diretora técnica da Precisa, Emanuela Medrades, em 18 de abril, deram-se nesse contexto do lobby pela produção de vacinas em indústrias de produtos veterinários, segundo pessoas a par das negociações. As chamadas, listadas em relatório de quebra de sigilo do telefone de Medrades em poder da CPI, foram reveladas em reportagem publicada pela Folha no último dia 2”, explica o jornal paulista.
No afã de fechar o contrato para beneficiar as empresas da Saúde Animal, ele chegou a procurar o embaixador da índia: “a atuação de Heinze é descrita ainda em documentos da diplomacia brasileira entregues à CPI. O embaixador brasileiro em Nova Deli (Índia), André Aranha Corrêa do Lago, disse que o senador o abordou sobre o assunto, como consta em ofício do Ministério das Relações Exteriores enviado à CPI”.



