A ministra do Supremo Tribunal Federal Cármen Lúcia estabeleceu, nesta segunda-feira (16), um prazo de 24 horas para o procurador-geral da República, Augusto Aras, se manifestar sobre um pedido de investigação apresentado por congressistas contra o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), após a promoção da chamada live da fraude eleitoral.
A solicitação foi encaminhada à PGR há 13 dias e até o momento não obteve resposta.
Eles acusam Bolsonaro de improbidade administrativa, propaganda antecipada e crime eleitoral por ter usado a TV Brasil para transmitir uma live em que fez acusações de fraudes nas urnas eletrônicas sem apresentar provas, promovida no final de julho.
“Os fatos narrados nestes autos são graves, de interesse exponencial da República. O manifesto interesse público e superior da nação impõem a observância de prioridade no andamento processual do caso”, disse Cármen na decisão.
Cabe à PGR decidir se um inquérito deve ser aberto para investigar as acusações.
A apuração é de O Antagonista.



