“Nada contra o atual ministro da Defesa, mas é uma incompreensão do presidente colocar um militar na pasta”, diz Jaques Wagner

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Em entrevista à TVT, nesta sábado (10), o senador Jaques Wagner (PT) criticou o fato do país ter um militar no comando do Ministério da Defesa, pasta que comandou durante gestão Dilma Rousseff (PT).

Sem citar o ministro Braga Netto, ele avalia que o fato de ter um membro das Forças Armadas no comando da Defesa, passa uma mensagem para os membros das Forças Armadas de que o que acontece na pasta passa a ser assunto interno, “entre eles”.

“Nada contra o atual ministro da Defesa, mas é uma incompreensão a mais do atual presidente de colocar um militar na pasta. A ideia desse Ministério, como tem no mundo todo, é colocar um civil para ser um elo com a sociedade civil. Quando se coloca um militar nesse cargo, parece que estão dizendo que era para ficar apenas entre eles. As Forças Armadas precisam ter transparência, têm que se abrir. A sociedade enxerga nela a garantia da Soberania Nacional”, destacou Wagner.

Ameaças

O parlamentar baiano define como corretos os movimentos do Tribunal Superior Eleitoral e do Supremo Tribunal Federal para impor limites ao atual chefe do governo federal e seus apoiadores: “No fundo, a única perspectiva do atual governo e dos seus apoiadores é apostar num novo conflito a cada semana. E é tudo missa pensada. Então, eu entendo que as medidas do TSE e do STF estão corretas. Não se pode tolerar ameaças à democracia brasileira”.

Capitão aloprado

O senado do PT também ironizou o presidente da República, classificando-o como “capitão aloprado”, e criticou o desfile organizado na última terça-feira (10), dia em que foi apreciada e derrubada na Câmara dos Deputados a PEC do Voto Impresso: “Enquanto o capitão aloprado distrai com desfiles de tanques, aprovam questões que depois teremos dificuldade para recuperar. Teremos dificuldade para recuperar nossa base tecnológica e industrial. Não são poucas as empresas que saíram do Brasil por conta da postura do presidente”.

Wagner avalia que é “muito mais difícil reconstruir o golpe executado hoje por eles contra a soberania nacional” do que as “essas tentativas de afronta à democracia”.

Ela pontua que “enquanto o capitão aloprado distrai a todos nós com bobagens toda semana”, nos bastidores do poder em Brasília, “vão enfiando a faca e liquidando todo o patrimônio do povo”.

“Já está claro que o capitão aloprado não tem qualquer projeto para o país. E o projeto de seu ministro da economia é só de natureza fiscal e monetária. O verdadeiro golpe é esse”, destacou Jaques Wagner.

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