CPI da Pandemia ouve o deputado federal líder de Bolsonaro citado como mentor do esquema Covaxin

Ricardo Barros e Bolsonaro

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A CPI da Pandemia ouve nesta quinta-feira (11) o deputado Ricardo Barros (PP-PR), ex-ministro da Saúde e atual líder do governo Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados.

O nome de Barros virou alvo da CPI durante o depoimento do também parlamentar Luis Miranda (DEM-DF), que disse durante oitiva na CPI da Covid, que, ao levar as suspeitas de corrupção envolvendo a compra da Covaxin pelo Ministério da Saúde, Jair Bolsonaro teria citado o nome de Ricardo Barros como provável mentor do esquema, em março de 2021.

Após dizer que “isso era coisa de Ricardo Barros”, Bolsonaro prometeu que acionaria o “Delegado-Geral da Polícia Federal”. O comunicado à PF só ocorreu após o início da CPI da Pandemia e do caso se tornar público por Miranda, em Junho. Diante da demora na comunicação, a CPI avalia que o presidente da República cometeu crime de prevaricação, que é o ato de acobertar um ilícito na administração pública.

Bolsonaro já confirmou ter se reunido com os irmãos Miranda, mas negou que eles tenham feito essas denúncias. Apesar de ter defendido publicamente Barros, Bolsonaro ainda não confirmou ou negou que tenha citado o nome do líder do governo no encontro com Luis Miranda.

A CPI ouviu o depoimento de Miranda em 25 de junho – e, no mesmo dia, Ricardo Barros foi às redes sociais para negar que tenha sido citado pelo presidente. O deputado federal há mais de 20 anos na Câmara, Barros já integrou a base aliada de Fernando Henrique Cardoso, Luis Inácio Lula da Silva e Michel Temer, antes de apoiar o presidente Jair Bolsonaro. No governo Temer, entre 2016 e 2018, Barros foi ministro da Saúde. O Ministério Público Federal investiga contratos firmados pelo ministro à época com a empresa Global Saúde – sócia da Precisa Medicamentos, que negociou o contrato da Covaxin neste ano.

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