Na narrativa bíblica, a serpente seduz a mulher no Éden pela persistência, contando reiteradas mentiras do que poderia acontecer caso ela aceitasse comer da árvore do fruto proibido; até que ela foi fisgada e comeu.
Os parlamentares, diante das reiteradas mentiras, ataques e suposição contra o sistema eleitoral feitas por Jair Bolsonaro (sem partido), gostaram da ideia de experimentar a tal voto auditável em 2022.
“O que está se tentando se construir é um acordo para ver se conseguiria um texto mais consensual. O Voto auditável conta com um campo enorme, quase todos os deputados concordam. A ideia é usar de 3% a 5% das urnas para que a gente pudesse fazer um sorteio, sem especificação local, nem em que cidade seria, mas que desse a tranquilidade de um processo lícito eleitoralmente falando; estamos falando do sistema ser auditado por amostragem. Isso daria tranquilidade para as eleições, até porque as pessoas não saberiam onde estariam as urnas que seria auditadas. Sabemos que todo sistema pode ter falha e nesse caso estaria sendo auditada por uma empresa independente. Seria de 15 a 10 mil urnas em todo o país, no máximo; teríamos urnas nos vários estados, seria perfeitamente possível”, explicou Cajado ao OFF News.
O vice-líder do governo Bolsonaro lamenta que a discussão do voto auditável tenha tomado um “viés político”, com “a participação de membros dos tribunais, ministros, deixando clara posição contrária” e o presidente da República “deixando claro que ele deseja isso”.
Questionado se o desfile dos tanques na manhã desta terça-feira (10), promovido por Jair Bolsonaro, azedou ainda mais o clima, Cláudio Cajado volto a dizer que o ato foi pura coincidência: “O que acontece é seguinte, as informações que tenho é de que as Forças Armadas não consegue fazer um movimento de tropas, tanques, da noite para o dia; isso foi planejado há mais de seis meses, e a nota da Marinha deixa isso claro. A votação da PEC foi definida semana passada, foi uma coincidência. A ilação que estão fazendo, que ato foi organizado para intimidar, não procede”.



