Ministro da Cidadania diz que Rui Costa “requenta promessa” e volta a atacar compra não efetivada da Sputnik: “grande fiasco do PT”

Roma e Bolsonaro

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O ministro da Cidadania, João Roma, voltou a acusar o governador Rui Costa (PT) de se apropriar de obras do governo federal e de requentar antigas promessas.

Roma participou, junto com o presidente Jair Bolsonaro, de uma entrevista à Rádio Bravo, na manhã desta segunda-feira (9).

“Ele requentou promessa. Na questão do boxe, por exemplo, ele disse que iria investir no centro de boxe, só que é promessa de quatro anos [atrás], que ele disse que iria fazer. Ano que vem acaba o mandato e ele não [terá] cumpriu [cumprido], e está requentando promessa”, alfinetou o ministro da Cidadania.

Governador utilizou uma rede social para, assim como fez em 2016 após o ouro de Robson Conceição, prometer construir a Arena de Luta / Foto: Reprodução Instagram

Roma também criticou o encerramento da negociação do Consórcio do Nordeste com o Fundo Soberano Russo, para compra da Sputnik V. Assim como fez na semana passada através de uma rede social, o ministro voltou a chamar o ato de “grande fiasco do PT” e atacou o partido, dizendo que “quando as coisas não dão certo”, eles “saem de fininho e não dão explicação plausível para população”. O gestor terminou seu comentário afirmando que enquanto o governador federal promove vacinação para população, o governo Rui Costa faz propaganda e carnaval, “é o que eles sabem fazer”.

Após a fala do ministro, o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), criticou a tentativa de inclusão na MP das vacinas de uma emenda para autorizar estados e municípios a comprar vacina de forma direta, fato assegurado pelo Supremo Tribunal Federal diante de uma eventual ausência do governo federal. Bolsonaro terminou seu comentário dizendo que ele atuou para frustrar os planos para compra da Sputnik: “sem licitação e sem certificação ANVISA, como queria fazer com a Sputnik, comprar com um valor altíssimo, depois meter no braço do povo sem qualquer responsabilidade, e nós frustramos o plano dele”. 

Bolsonaro também criticou o fato da CPI da Pandemia não permitir a convocação de Carlos Gabas, secretário-geral do Consórcio do Nordeste durante o episódio que ficou conhecido como escândalo dos respiradores, que foi a compra de R$48 milhões em equipamentos, com pagamento antecipado, que não foram entregues, durante a gestão Rui Costa (PT): “grande escândalo comprovado via Consórcio do Nordeste. Tinha o executor chamado Gabas, que pegou R$49 milhões de dinheiro federal e  comprou respiradores, e não recebeu nenhum, isso está esquecido pela própria CPI; um senador entrou com pedido e o Renan [Calheiros] não aceitou”. 

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