O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), admitiu, em entrevista à rádio Brado, de Salvador, na manhã desta segunda-feira (9), que o voto impresso será derrubado no plenário da Câmara dos Deputados.
Na semana passada, o texto foi rejeitado na Comissão de Constituição e Justiça e será enviado ao plenário com parecer pela rejeição da proposta.
Na entrevista, Bolsonaro explicou que a derrubada é resultado de uma reunião do presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Luis Roberto Barroso, com parlamentares, em junho. Ele cita um ultimato de Barroso contra PEC do voto impresso na reunião, o que deixou “apavorados” deputados federais com pendências na justiça.
“Ele vai [ser levado ao plenário], mas tiveram uma negociação antes, acordo, vai ser derrotada a proposta. O ministro Barroso apavorou alguns parlamentares, e tem alguns que devem na justiça, devem no Supremo, então, Barroso apavorou, foi para dentro fazer reunião com liderança, praticamente exigindo que o congresso não aprovasse o voto impresso”, criticou Bolsonaro.
A tendência é de que o texto vá ao plenário apenas para rastrear os parlamentares traidores.
Ele voltou a chamar o ministro Barroso de mentiroso, por afirmar que voto auditável é o retorno ao voto em papel: “ministro Barroso é mentiroso, disse que é a volta do voto em papel, não é”.
Guanaes
Questionado sobre o acerto do publicitário baiano Nizan Guanaes com o Tribunal Superior Eleitoral, para construir uma campanha em defesa da urna eletrônica, o ministro destacou: “Guanaes custa milhões e quer fazer por patriotismo? Ou para fazer com que o voto não seja aprovado e não podermos investigar o que aconteceu nas eleições de 2018 e anteriores”.



