A presença do ministro da Cidadania, João Roma (Republicanos), provocou uma debandada de prefeitos na visita institucional e técnica organizada pelo deputado federal Alex Santana (PDT), pastor da Assembleia de Deus, com o ministro da Educação, o pastor Milton Ribeiro, ao Centro de Cultura Cristã, da Assembleia de Deus na Bahia, no bairro do Stiep, em Salvador.
Com previsão para mais de cem prefeitos e prefeitas, a presença de Roma, que resolveu acompanhar a agenda do seu colega de governo federal, fez com que outros deputados federais não permitissem que seus aliados fossem endossar o evento em que estaria o ministro da Cidadania
A avaliação é de que o pernambucano está indo com muita sede ao pote, utilizando todo e qualquer evento público para capitalizar eleitoralmente, na busca por fazer sombra ao presidente nacional do Democratas, ACM Neto (DEM), em 2022, e mostrar para Jair Bolsonaro (sem partido) que seu nome é viável para disputa ao governo da Bahia.

As pretensões de João Roma estão ancoradas em pesquisas de intenção de voto que mostram que 15% do eleitorado na Bahia deve apoiar o candidato de Jair Bolsonaro em 2022; Bolsonaro já gravou um vídeo manifestando seu apoio para candidatura de Roma ao governo.
“João Roma, por ser ministro, colou; mas a agenda não foi dele, a agenda foi organizada pelo deputado federal Alex Santana, que pediu aos deputados para enviar os prefeitos. A ideia do ministro Milton era ver os problemas que os prefeitos estão enfrentando na área da educação, com o FNDE, e tentar resolver. O problema é que ao saber que Roma estaria no evento, os deputados Cajado (PP) e Elmar Nascimento (DEM) vetaram a ida de seus aliados para o ato, para evitar dar palanque para João Roma, o que fez cair o número de prefeitos presentes”, afirmou uma fonte que participou do evento ao OFF News.
Apesar do número abaixo do esperado, os prefeitos que compareceram tiveram a promessa do Ministro da Educação de que seus pleitos juntos à pasta seriam atendidos.

Apoio
Como previsto, João Roma utilizou mais um evento técnico para capitalizar eleitoralmente, recebendo até promessa de voto do ministro e pastor presbiteriano.
“Se eu pudesse até mudava meu título aqui pra votar nele”, disse o ministro da Educação, Milton Ribeiro, no ato.

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