Senador do PT de Sergipe e membro da CPI acusa Braga Netto de mandar oficiais do Exército para investigar sua vida

Braga NETTO

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O senador de Sergipe, Rogério Carvalho (PT), utilizou sua fala na CPI da Pandemia para denunciar uma investigação clandestina do Exército sobre sua vida, com o objetivo de difamá-lo. Ele aponta o ministro da Defesa, Braga Netto, de estar por trás do ato.

“Um amigo relatou que recebeu um oficial do Exército, coronel do Exército, da reserva, com um oficial da ativa, que foram ao meu estado para bisbilhotar a minha vida, para saber o que é que podia ter para usar contra mim. Quero dizer ao senhor Braga Netto que foi o emissário do oficial do Exército para fazer espionagem contra um parlamentar, um senador da República, que não tenho medo; que não abrirei mãos de minha convicção e que entrego minha vida pelas causas que defendo, ninguém vai me intimidar”, desabafou Carvalho.

O parlamentar do PT é autor de um requerimento de convocação de Braga Netto, atual ministro da Defesa e ex-ministro chefe da Casa Civil. Ele aponta que o ato de membros do Exército pode ser uma tentativa de intimidação e cobrou aprovação de seu requerimento como resposta: “o Requerimento solicitando registros, sigilos do ministro da Casa Civil para o Ministério da Saúde, peço que, por favor, depois dessa ameaça, o mínimo que pode fazer, para esclarecer, não é para confrontar; dizer que essa CPI não se curva as ameaças autoritárias de um tempo que achávamos que tínhamos superado”.

“Está por trás um ex-ministro da Casa Civil e hoje ministro da Defesa, que não está ali para defender partido político, posição política e ideológica, mas para defender a Constituição e que não está autorizado a bisbilhotar a vida de qualquer parlamentar”, criticou Rogério Carvalho.

O presidente da CPI, Omar Aziz, prestou solidariedade ao parlamentar do PT de Sergipe.

“Está acontecendo com todo mundo. Fizeram nota em tom pejorativo, me chamando de palestino. Isso fizeram comigo, vossa excelência tem toda minha solidariedade. Ninguém vai nos intimidar, até um dia todos vamos morrer, se hoje ou amanhã, não faz diferença; faz diferença sim nossa atuação aqui, para que mais de 500 mil vidas que se perderam não fiquem impunes”, destacou Aziz.

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