O general Walter Souza Braga Netto, ministro da Defesa, negou, em entrevista ao Poder360, na manhã desta quinta-feira (22), que tenha afirmando que o pleito de 2022 só ocorreria mediante aprovação do voto impresso, como relata matéria do Estadão. .
Segundo O Estado de S.Paulo, Braga Netto teria enviado “um duro recado” ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), no último dia 8 de julho, “por meio de um importante interlocutor político”. Segundo o Estadão, “O general pediu para comunicar, a quem interessasse, que não haveria eleições em 2022, se não houvesse voto impresso e auditável. Ao dar o aviso, o ministro estava acompanhado de chefes militares do Exército, da Marinha e da Aeronáutica.
“Eu não mando recados. Eu não tenho interlocutor. Isso é mentiroso. O mundo de hoje não comporta esse tipo de ação que a imprensa quer imputar ao governo”, disse uma pessoa do ministério. “Nem se os ministros ou o presidente quisessem, aconteceria. Não moramos em um país africano longe da fiscalização de todo o mundo”, disse Braga Netto ao Poder 360.
Lira
O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), também contatado pelo Poder360, respondeu dizendo que o episódio não procede: “Mentira. Absurdo. Você acha que tem cabimento algo assim? Acha que pode haver golpe. Isso não existe. E chama a atenção que essa história vem no dia seguinte ao anúncio do Ciro Nogueira indo para Casa Civil, com o governo caminhando para a política. Não existe essa história de golpe”.



