“Falei para Rui Costa, ao secretário, a todos: “pau que dá em Chico, dá em Francisco”; a mesma atitude que tivemos com Bruno Reis, teremos agora”, diz presidente da APLB

Rui Costa e Jerônimo volta às aulas

Compartilhe essa notícia!

Nesta sexta-feira (16), às 10h, será realizada uma reunião com todas as bases da APLB Sindicato no estado da Bahia para decidir qual será o comportamento da categoria diante do ultimato dado pela Secretária de Educação da Bahia, que estabeleceu o retorno às escolas de forma compulsória e escalonada para o dia 27 de julho.

O presidente da APLB, Rui Oliveira, revelou ao OFF News que uma enquete com os profissionais da educação estadual, realizado pelo sindicato, mostrou que das 18 mil pessoas consultadas, 99% demonstraram ser a favor do retorno aos estabelecimentos de ensino apenas após serem imunizados com a 2º dose da vacina contra o novo coronavírus e ter passado o tempo recomendado pelos fabricantes para chamada imunização plena.

Na última quarta-feira (14), o governador da Bahia, Rui Costa (PT), sinalizou que os servidores que não retornarem às escolas sofrerão redução salarial e nos benefícios, a ser considerado cada dia da ausência como falta. No mesmo linha e no mesmo dia, o secretário de Educação da Bahia, Jerônimo Rodrigues, reforçou que o retorno previsto para o dia quinze não será facultativo.

“Falei para o governador, ao secretário, a todos: pau que dá em Chico, dá em Francisco. A mesma atitude que tivemos com Bruno Reis, teremos agora. Vamos lutar para que ninguém vá dar aula no dia 27. Estamos tomando todas as providências legais, jurídicas e políticas. Vamos manter a coerência e ninguém voltará a dar aula até tomar a 2º dose e se imunizar, a luta continua”, destacou Oliveira.

Governador explicou modelo adotado para o retorno das aulas nos estabelecimentos de ensino durante uma live/ Foto: Reprodução

Retaliações

Questionado acerca das possíveis retaliações contra os servidores que não retornarem aos estabelecimentos de ensino, sinalizadas pelo governador da Bahia e pelo secretário de Educação, o presidente da APLB Sindicato repetiu o que havia afirmado em relação ao OFF News acerca das declarações do prefeito de Salvador, Bruno Reis, e do secretário municipal de Educação, Marcelo Oliveira.

“Quem não tem argumento, utiliza da força. Eles querem utilizar a força, mas não nos intimidam. Basta lembrar que fizemos uma greve de 115 dias na rede estadual, sofrendo corte de salário, e resistimos; e dessa vez vamos resistir até estarmos todos imunizados. Essa pressão é fruto de um acordo com o capital privado, de subserviência à pressão do poder econômico”, criticou Rui Oliveira, sinalizando que pressão para o retorno atende aos interesses das instituições privadas de ensino, que poderão retomar suas atividades de forma semipresencial em toda Bahia.

Rui Oliveira APLB
Rui Oliveira mantém coerência e diz que categoria não teme retaliações / Foto: Divulgação Sindieducação

O sindicalista lamentou as declarações de Rui Costa e de Jerônimo Rodrigues, que passa para a população uma mensagem de que os professores não estão trabalhando, mas em uma espécie de férias remuneradas desde o início da pandemia.

“Estão todos trabalhando, eles querem semear desinformação. Nas universidades federais estão todos trabalhando de forma remota; Nas universidades estaduais a mesma coisa, todos no trabalho remoto; e eles querem desqualificar os professores estaduais, passar para sociedade que estão sem fazer nada, quando na verdade estão trabalhando desde o ano passado. Querem encobrir a questão fundamental de que no Estado da Bahia a educação é um faz de conta”, criticou Rui Oliveira.

Governador explicou também como funcionará o sistema de escalonamento durante a live/ Foto: Reprodução

Retorno

Questionado sobre quando poderia ocorrer o retorno das aulas com segurança, o sindicalista apontou o período entre a 2º quinzena de agosto e a 1º quinzena de setembro.

“Na reunião secretário de saúde de Salvador, nós fomos informados que até o dia 15 de agosto estaríamos todos imunizados com a 2º dose. Está ocorrendo uma antecipação das vacinação em Salvador. Em outras cidades isso poderia ocorrer com o esforço do governo, que, ao invés de ameaçar cortar ajuda para alunos pobres e salários de professores em exercício, poderia tomar uma atitude, fazer sua parte. Não é razoável o estado investir em ir para brigar pois terá o mesmo resultado que Bruno Reis, sairá derrotado”, sinalizou o presidente da APLB.

Deixe seu comentário

guest
0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado

Últimas