Flávio Bolsonaro diz que CPI da Pandemia tenta equiparar Lula a Bolsonaro: “comparar com alguém que deu prejuízo de bilhões ao país com estatais”

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O senador Flávio Bolsonaro (Patriotas) afirmou, em oitiva na CPI da Pandemia nesta sexta-feira (9), que está ocorrendo na CPI da Pandemia uma tentativa de imputar o crime de prevaricação contra Jair Bolsonaro (sem partido) e de compará-lo a Lula, quem classifica como alguém que deu “prejuízo de bilhões ao país”.

“É a tentativa de tentar igualar Bolsonaro ao lula no quesito corrupção, a gente sabe que isso é impossível, isso não existe, comparar alguém que deu prejuízo de bilhões ao nosso país, com estatais, comparar alguém com uma suposta tentativa de propina para comprar uma vacina que nunca foi comprada, que o governo não gastou um centavo, então a história não fecha”, pontuou Flávio Bolsonaro.

Invoice

O senador do Patriota criticou a afirmação que o técnico da divisão de importação do Ministério da Saúde, William Amorim Santana, deu na CPI, nesta sexta.

Willian ressaltou ter visto a 1º invoice da compra da Covaxin e apontado erros, no dia 18 de março, fato que o parlamentar alega ser impossível já que, segundo ele, ela só foi protocolada no dia 19 às 18h04.

A 1º invoice estaria eivado de erros, a exemplo da inclusão de uma empresa estranha ao contrato, com sede em um paraíso fiscal, a Madison Biotech, para receber 46 milhões de dólares, de forma antecipada, pela compra de 3 milhões de dose. O número de dose também estava de errada, já que o contrato previa 4 milhões.

“Há uma tentativa aqui na CPI de imputar ao presidente um suposto crime de prevaricação. Além do aspecto formal, que o chefe de poder executivo não responde por improbidade, porque ele não é ordenador de despesa, essa narrativa que se tenta construir de que o presidente teve acesso a uma invoice que comprovaria uma fraude no contrato da Covaxin por intermédio de Luís miranda no sábado, dia 20 [março]; as provas documentais apontam que esse documento não existia, não era de conhecimento de ninguém, não estava no sistema. Então, é impossível que ele [Luis Miranda] pudesse ter apresentado esse documento que é sim determinante para tentar imputar nele a suspeita de alguma coisa”, destacou o parlamentar representante do Rio de Janeiro.  

O filho de Jair Bolsonaro reiterou que o servidor do MS não poderia ter tido acesso a um documento que não existia no dia 18 de março e mostrou um documento para comprovar: “Não há como ter uma fraude, isso é eletronicamente comprovado. Qualquer órgão que seja para confirmar. Impossível o senhor ter visto essa imagem no dia 18h. No link do dropbox que o senhor recebeu tinha vários arquivos, mas este não, este não existia. Está provado aqui”.

Print apresentado por Flávio Bolsonaro para provar que 1º invoice foi protocolado no dia 19 / Foto: Reprodução Senado Federal

Apesar da argumentação de Flávio Bolsonaro, o servidor do MS não abriu mão do que viu: “”O que posso dizer recebi o documento e eu vi esse documento. Eu vi o documento, senador. Eu encaminhei o link para o fiscal para ele abrisse e baixasse”.

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