O prefeito Bruno Reis (DEM) revelou, durante coletiva virtual na manhã desta sexta-feira (9), que esteve em Brasília, na sede do Ministério da Saúde, ao lado de gestores da Frente Nacional dos Prefeitos. Durante o encontro, ele afirma que solicitou ao ministro Marcelo Queiroga que as novas doses de vacinas contra Covid-19 que chegarem aos estados tenham como parâmetro para distribuição o aspecto populacional.
Sem tratar das críticas do governador Rui Costa (PT) acerca da realização de evento-teste para 500 pessoas, previsto para acontecer em Salvador no dia 29, o chefe do executivo da capital da Bahia disse que informará, após o dia 15 de julho, em uma coletiva a ser agendada, o modelo a ser adotado para o ato.
“Estive em Brasília, no Ministério da Saúde, em evento com prefeitos de outras capitais, da Frente Nacional dos Prefeitos, em conversa com o ministro Marcelo Queiroga. Ele prometeu o envio de mais doses: 40 milhões de doses em julho e 70 milhões em agosto. Solicitei que o critério utilizado, tendo em vista o fato de todas as cidades praticamente já terem vacinado o público prioritário, fosse o populacional, o número de habitantes, e ele ficou de levar para o comitê e decidir”, destacou Reis.
Retomada
Sobre a retomada dos eventos para até 100 pessoas na cidade, autorizada nesta sexta-feira (9), Bruno Reis (DEM) deixou claro que haverá um forte fiscalização aos espaços: “Fiscalização terá força máxima. Batida nos estabelecimentos, sempre que houver denúncia, nós vamos atuar. Os protocolos terão que ser cumpridos, sob pena de interdição das casas de eventos, buffets ou dos espaços infantis. Quem não cumprir os protocolos terá estabelecimento interditado”.
Antecipação
O gestor da capital da Bahia deixou claro que não concorda com o método adotado em algumas cidades, de antecipar a aplicação de vacinas que possuem um prazo maior, a exemplo da Oxford/AstraZeneca.
“Não vamos antecipar um mês, sou contra; Isso reduz a eficácia. O que diz a bula da Oxford: se reduzir o intervalo das doses para até 9 semanas, 20 dias, pode perder eficácia de 4% a 6%; e isso justifica até no máximo quatro semanas [antes de completar três meses]. O limite máximo é de 20 dias, mais do que isso não, pois já começa a comprometer a eficácia da vacina”, destacou Bruno Reis.



