A servidora Regina Célia Silva Oliveira, fiscal de contratos no Ministério da Saúde, admitiu, durante depoimento à CPI da Pandemia, que a falta de seguro impediu que a Bharat Biotec, proprietária da Covaxin, pudesse importar da índia 4 milhões de dose do imunizante.
Ela disse que, para liberar importação de 3 milhões de dose e não quatro como previa o contrato, inicialmente, ela aceitou a justificativa da Precisa. A Bharat Biotech admitiu que a Madison Biotech, empresa extracontratual e incluída com o processo do trâmite, constando em suas invoices, é parte do grupo empresarial.
“Eu fui copiada, mas não é competência da minha parte analisar a Invoice. Houve uma justificativa [para o envio de três milhões de doses] da empresa que considerei ser razoável”, explicou Oliveira.
No interrogatório, se descobriu que Célia foi nomeada após os trâmites para aquisição já terem inicia e, inclusive, ao tomar posse, a fiscal de contratos já se deparou com o atraso do envio da primeira remessa do imunizante, aceitando em seguida os argumentos da empresa para reduzir a quantidade de Covaxin a serem enviadas da Índia.
No dia 17 março deveria ter ocorrido a primeira entrega da Covaxin. No dia 20 de março tem a reunião do deputado Luis Mirando com o presidente. A senhora foi nomeada 22 de março. A senhora foi nomeada em meio à importação. E no dia 30 de março é que é apontado que o contrato estava em atraso”, explicou o presidente da CPI da Pandemia, Omar Aziz.
“O contrato se arrastou sem fiscal até o descumprimento. Primeiro fiscal de contrato. Muito estranho isso”, arrebatou Renan Calheiros, Relator da CPI da Pandemia.



