O senador Angelo Coronel (PSD) sinalizou, em entrevista ao programa BNews Agora da Piatã FM, na noite desta terça-feira (6), que o advogado-geral da União, André Mendonça, ministro ‘terrivelmente’ evangélico a ser indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) por Jair Bolsonaro, para vaga de Marco Aurélio, deve enfrentar forte resistência no Senado Federal.
O parlamentar sinalizou ter preferência pelos nomes do baiano Augusto Aras e do alagoano Humberto Martins, um procurador-geral da República, o outro, ministro do Superior Tribunal de Justiça.
“Não o conheço [André]. Soube que já está indo aos gabinetes no Senado Federal, mas eu ainda não estive com ele. Sou Bahia e só torço para o vitória se o Bahia não jogar. Essa é minha analogia para qualquer indicação. Seja ela ao STF, Antaq, Anac, MP, eu sempre procurarei promover e apoiar aqueles que são da nossa terra. Sou municipalista, baiano de origem, jamais iria contra alguém da nossa terra”, avaliou Coronel.
Questionado sobre um possível veto ao nome do pastor presbiteriano, e lembrado que os últimos vetos as indicações de presidentes aos STF ocorreram há muito tempo, o senador do PSD indicou: “Quem sabe o passado não pode vir para o presente?”.
CMO
O político da Bahia está sendo ventilado como um dos nomes possíveis para assumir o controle da Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional. Questionado se está na disputa, Coronel afirmou que está sendo apoiado por uma ampla frente de senadores, e que pela força, decidiu abraçar o pleito e está realizando costuras para viabilizar seu nome: “Fiquei lisonjeado, vários senadores apontaram o meu nome e a eleição é amanhã às 9h. Eu sou do consenso, e o meu nome está mantido. Uma coisa eu digo, se for candidato, eu vou para ganhar. O MDB deve lançar um candidato concorrente ao meu nome. Até amanhã poderemos ter a candidatura de Coronel em uma disputa com a do MDB, pode um dos nomes sair e aparecer um terceiro, ou pode sair o candidato do MDB e nosso ser eleito por aclamação”.



