Após serem acusado de tentativa de golpe, dono e representantes da Davati não informam quem forneceria 400 milhões de doses da AstraZeneca a serem vendidas ao MS

Senado Federal Luiz Dominguetti CPI

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Após alegações de senadores da CPI da Pandemia de que a Davati Medical Supply, autora da denúncia de que havia no Ministério da Saúde um esquema de corrupção que cobrava um dólar por dose, estava tentando aplicar um golpe no MS e em prefeituras, ao intermediar vacinas da AstraZeneca que não existiam, o dono da empresa, Herman Cardenas, e os representantes da no Brasil, se negaram a responder ao jornal Folha de São Paulo sobre quem seria o distribuidor dos imunizantes.

“A Davati usou nas diversas conversas que teve para supostamente tentar vender vacina o argumento de que existia um distribuidor que teria afirmado ter uma alocação de produção de 400 milhões de doses do laboratório da AstraZeneca. Em nenhum documento o nome do distribuidor é apresentado. O Painel pediu informações à empresa, que disse que ia verificar, mas depois afirmou que não se manifestaria. A venda paralela de vacinas também está na mira da CPI da Covid. Herman Cardenas, dono da Davati Medical Supply, também foi procurado, mas não respondeu”, diz matéria da Folha.

Em falta no mercado, o policial militar Luiz Dominguetti garantiu tanto à Folha como a CPI que teria como fornecer 400 milhões de doses do imunizante da AstraZeneca.

Diversas prefeituras assinaram uma carta de intenção com a empresa nesses termos. Nenhuma dose foi vendida.

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