Em sua cruzada em defesa da convocação do ex-chefe da Casa Civil de Bruno Dauster, ex-chefe da Casa Civil de Rui Costa (PT), o senador Eduardo Girão (Podemos) resolveu exibir, na sessão da CPI da Covid desta quinta-feira (1), um vídeo mostrando matéria da TV Bahia sobre o escândalo da compra não efetivada de 300 respiradores pelo Consórcio do Nordeste, ainda na gestão do governador da Bahia.
“Cada vez mais chama atenção do povo brasieliro, do cidadão de bem, nas ruas, já falei desse assunto e que já cansou; um colega [Otto] disse que estava ficando rouco de tanto ouvir. Vou insistir nesse assunto, a demanda legítima”, reforçou Girão.
Girão afirmou que a Bioenergy, empresa com sede em Araraquara e envolvida no escândalo a partir de uma terceirização de seus serviços junto à Hempcare, pode ser de fachada.
O dono da Bioenergy afirmou em entrevista à TV Bahia que foi procurado pela Hempcare após ela não conseguir adquirir os respiradores da China e sinaliza um suposto superfaturamento da empresa na compra.
O senador do Podemos alega que o município de Araraquara, sob gestão do prefeito Edinho Silva (PT), teria sido beneficiado com o esquema criminoso.
“Segundo nota técnica da CGU, apesar de acumular capital de apenas R$10 mil, a Bioenergy se comprometeu a doar 30 ventiladores à prefeitura de Araraquara, [ao custo de] R$4 milhão e 200 mil reais, 42% mil a mais do que seu patrimônio líquido. Há indícios que a Bioenergy, assim como a Hepacare, é mais uma empresa de fachada. A Prefeitura de Araraquara foi beneficiada como propina pelo fechamento da empresa com a Hempcare. Carlos Gabas, que foi negado aqui, teria participação na negociata”, destacou Eduardo Girão.
A CPI da Pandemia deve votar na próxima terça-feira (6), o requerimento de convocação do ex-chefe da Casa Civil do governo Rui Costa (PT), Bruno Dauster, e da empresária Cristiana Prestes, dona da Hempcare.
Consórcio do Nordeste
A compra de 300 ventiladores clínicos de UTI pelo Consórcio Nordeste, junto à empresa Hempcare, por R$ 48,7 milhões, foi realizada em Abril de 2020. A Bahia receberia 60 respiradores e os demais estados ficariam com 30 cada.
A empresa não entregou os equipamentos e o governo do estado, via SSP, deflagrou a operação Ragnarok, que chegou a prender os donos da empresa, mas até o momento o valor não foi restituído aos cofres públicos. O MPF (Ministério Público Federal) instaurou inquérito civil para apurar supostos atos de improbidade administrativa. O governo da Bahia tenta reaver o valor pago através de um processo judicial.



