Relator da CPI da Pandemia, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) criticou, em entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira (30), o presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (DEM), pela “tentativa de paralisar os trabalhos da CPI” através da imposição do recesso de Julho, que deve suspender os trabalhos na Casa.
Apesar de ter números para prorrogação da CPI, o presidente do Senado decidiu aguardar uma manifestação do Supremo Tribunal Federal para fazê-lo.
“O Presidente do Senado não quer prorrogar a CPI agora, ele quer paralisar os trabalhos da CPI; ele não pode, não tem poder, sobretudo com argumento de um recesso que não é recesso. Recesso branco é por acordo e não haverá conosco acordo para paralisar a CPI”, destacou o relator da CPI da Pandemia.
Calheiros afirmou que irá anunciar em breve a conversão de testemunhas ouvidos pela comissão de inquérito que investiga as ações e omissões do governo federal no trato da pandemia em investigado.
Ao ser questionado sobre uma eventual inclusão do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), Calheiros afirmou: “É uma questão de competência, não é se há ou não participação. Envolvimento do presidente da República não é prevaricação, é por ele ter participado”.
O político de Alagoas avalia que, ao suspender o contrato da Covaxin, o ministro da Saúde Marcelo Queiroga faz uma confissão pública de culpa.
“”Dia 8 mandou carta para ministro. Dia 25 esse acordo foi fechado. Agora Queiroga suspende o contrato da Covaxin; é uma confissão, uma demonstração pública de culpa. Infelizmente Queiroga tem sido um tipo de Pazuello de jaleco. A culpa vai recaindo sob o governo como um todo. Cada circunstância com seus personagens, atores, não são diferentes, são os mesmos”, explicou o relator da CPI da Covid.
O relator afirmou que já foi constado que “as vacinas que não foram vendidas diretamente tinham atravessadores ligados a Ricardo Barros. Quem mais tem ligação com isso? Essa pergunta é que nós fazemos e a comissão vai saber”.



