Parlamentares baianos apontam super impeachment como o fator aglutinador e instrumento de pressão para Arthur Lira instaurar comissão de impeachment contra Jair Bolsonaro

Bolsonaro Impeachment

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Parlamentares baianos que participaram da construção do super impeachment protocolado na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (30) avaliam que diante do quadro de denúncias de irregularidades no Ministério da Saúde, que envolve ao menos contratos para aquisição de quatro vacinas, o único caminho para estancar a crise política e econômica oriunda dela é com a saída do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido).

“Primeiro, o superimpeachment é muito importante para mostrar união das forças que defendem a democracia. O governo Bolsonaro derreteu, chegou perto de Bolsonaro as denúncias de corrupção. Quando recebeu informações que seu líder do governo era quem estava por trás das irregularidades da Covaxin, como qualquer servidor público que tem o dever de mandar apurar, e o presidente mais ainda, no caso de mandar a PF apurar, e ele não fez”, afirmou ao OFF News o líder da bancada de parlamentares da Bahia no Congresso Nacional, o deputado federal Marcelo Nilo (PSB), indicando uma conivência de Bolsonaro com as irregularidades denunciadas pelo deputado Luis Miranda (DEM) acerca do contrato da Covaxin.   

 O super pedido de impeachment reúne os argumentos dos 122 pedidos já apresentados à Presidência da Câmara dos Deputados.

O pedido de impeachment é fruto de negociações entre autores de pedidos anteriormente protocolados e cita uma série de supostos crimes de responsabilidade cometidos pelo presidente da República. Desejo antigo do bloco de Oposição, o documento torna-se realidade no pior momento do governo, quando estouram-se denúncias de irregularidades em ao menos contratos quatro contratos para compra de vacinas: AstraZeneca, Covaxin, Sputnik V e Convidencia; há também relatos de irregularidades para compra de teste rápido para Covid-19.

A deputada Alice Portugal (PCdoB) afirmou em um vídeo divulgado em suas redes que Bolsonaro envergonha o país: “Bolsonaro infelicita a nação brasileira, vende as nossas estatais, e o pior, negacionista, não fez esforço para compra de vacinas. Escândalo da Covaxin, pressão, tráfico de influência e prevaricação, e agora mais uma notícia, uma dose um dólar, realmente o Brasil está envergonhado e a única saída é o impeachment já”.

Centrais sindicais como a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Força Sindical, além de movimentos sociais como a Coalizão Negra por Direitos e o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) também estão entre signatários. Outros autores são associações de classe, como a Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD) e a Associação Brasileira de Imprensa (ABI).

Senador do PT da Bahia, Jaques Wagner ressalta que há inúmeros motivos para o impeachment de Jair Bolsonaro: “argumentos se amontoam, o espectro social se amplia de conservadores a progressistas, ou seja, esse é o verdadeiro pedido de impeachment: pela vida, contra a corrupção e pela democracia”.

O documento é assinado por 46 parlamentares, entidades e os seguintes partidos: PCB, PSB, PT, PSTU, Psol, PDT, PCdoB, PCO, Rede Sustentabilidade e Cidadania.

Apesar de seu partido não está entre os que ratificam o super impeachment, a deputada federal Dayanne Pimentel (PSL) utilizou sua rede social para demostrar apoia à iniciativa: “parabenizo todos os parlamentares que se reuniram hoje em Brasília numa junção suprapartidária em busca do impeachment do genocida. Eu não estava presente fisicamente, mas repasso todo meu apoio e subscrevo o documento”.

A vice-líder do PSB na Câmara dos Deputados cobrou um posicionamento de Arthur Lira (PP-AL), presidente da Casa, sobre os processo de impeachment que estão engavetados e agora pela junção deles.

“Aqueles que ontem gritavam e bradavam com arrogância sobre o governo de Jair Bolsonaro, hoje vem gaguejando tentar explicar sem conseguir aquilo que se transforma em fato no Brasil. Um deputado desta casa e seu irmão funcionário público vai até o presidente e faz uma denúncia de possibilidade de corrupção, e o presidente não responde com investigação e diz tratar de um negócio de seu líder do governo. Estamos sistematizando mais de 120 pedidos de impeachment e o presidente desta Casa precisa responder”, destacou Lídice da Mata.

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