Após protocolar requerimento convocando o líder do governo Bolsonaro na Câmara dos Deputados, o deputado federal Ricardo Barros (PP-PR), para prestar esclarecimentos na CPI da Pandemia, após ter sido citado em depoimento pelo deputado federal Luis Miranda (DEM-RR), o senador Alessandro Vieira (sem partido), protocolou um requerimento no Ministério da Saúde para saber:
“todos os detalhes acerca das negociações para aquisição da vacina chinesa Convidecia, do laboratório Cansino, por intermediação da Belcher Farmacêutica, incluindo todas as comunicações realizadas, minutas de contratos e documentos intercambiados”.
A vacina Convidecia é defendida por empresários bolsonaristas, a exemplo do dono da Havan, Luciano Hang, e do dono da rede de idiomas, Carlos Wizard. A empresa Belcher Farmacêutica tem como um de seus sócios o filho de um empresário ligado ao do governo na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros (PP-PR).
A empresa fica sediada em Maringá, cidade da qual Barros já foi prefeito.
“O empresário cujo filho é sócio da Belcher foi presidente da empresa de urbanização da cidade durante a gestão de Barros”, diz o site DW Brasil.
Em contra ataques após a convocação de Barros, o senador da tropa de choque bolsonarista na CPI da Pandemia, Marcos Rogério (DEM-RR), convocou os deputados federais da oposição Orlando Silva (PCdoB) e Renildo Calheiros (PCdoB).
Os parlamentares do PCdoB, assim como fez o líder do governo para facilitar a compra da Covaxin, colocaram, na MP da Vacina, emendas para facilitar os trâmites para aquisição da Sputinik V.
Por sua vez, o senador Otto Alencar (PSD) protocolou requerimento convocando o diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias. Apadrinhado pelo Centrão, Dias chegou a ser indicado para a Anvisa, mas suspeitas de irregularidades em contratos fizeram com que seu nome fosse retirado.



