O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) determinou o afastamento, nesta sexta-feira (25), do presidente e da primeira-tesoureira do Conselho Regional de Enfermagem (Coren-BA) Jimi Hendrex Medeiros de Souza e Rosane Santiago Alves da Silva, por 90 dias, após indícios da alta gestão do conselho em um esquema de “rachadinha” para bancar o gasto com a campanha que terminou com a eleição de Hendrex em 2020.
“O Conselho Federal de Enfermagem determinou nesta sexta-feira (25/06), o afastamento cautelar do presidente e a primeira tesoureira do Coren-BA pelo prazo de 90 (noventa) dias, além de providencias internas ao servidor. A decisão visa evitar interferência em processo administrativo disciplinar”, diz o Conselho Federal de Enfermagem em nota.
O servidor citado, segundo apuração do G1, trata-se de Gabriel Ramos Daltro, gerente de tecnologia.
O valor utilizado no esquema não foi informado.
Na última quinta-feira (24), o Cofen aprovou um parecer abrindo um processo administrativo disciplinar contra o presidente Coren-BA e a sua primeira-tesoureira.
“Aprovar o Parecer de Conselheiro nº 165/2021, pela admissão de denúncia com a instauração de Processo Administrativo Disciplinar em desfavor da Sra. Rosane Santiago Alves da Silva, Conselheira Regional Primeira-Tesoureira e do Sr. Jimi Hendrex Medeiros de Sousa, Conselheiro Regional Presidente do Coren-BA, cujos fundamentos são incorporados ao presente ato como forma de decidir, ressaltando, indícios da prática denominada “rachadinha” e percebimento de valores pecuniários a título de saldar dívidas contraídas na campanha eleitoral para eleição da chapa concorrente ao pleito de 2020 do Regional”, diz a decisão do Cofen.
Hendrix utilizou sua rede social para se defender. Ele afirma que é alvo de uma denúncia caluniosa e sendo envolvido em um crime ao qual não cometeu.
“Como um dos presidentes de COREN que se colocou como uma voz ativa em defesa da categoria em prol da valorização da Enfermagem, em especial, pela defesa do Piso Salarial e Carga Horária, e por isso, tenho sido alvo de críticas e perseguição política de grupos que não têm nenhum interesse em que estas pautas avancem. Neste contexto, estou sendo alvo, também, de uma denúncia caluniosa me envolvendo em um crime no qual não cometi. Recebi nesta sexta-feira, 25/06, a denúncia do COFEN com surpresa, decepção e perplexidade”, explicou o presidente afastado do Coren-BA.
O enfermeiro afirmou que, como presidente da autarquia, “ao receber a denúncia de um suposto crime que envolvia uma conselheira e um servidor do COREN-Ba (cargo comissionado, indicado por ela) prontamente encaminhei a denúncia para o COFEn, MPF e Polícia Federal – Núcleo de Combate à Corrupção -, para instauração de Inquérito, afim de que se investigassem os fatos”.
Leia nota do presidente afastado do Conselho Regional de Enfermagem da Bahia:
Diante da decisão do COFEN que determina meu afastamento temporário da Presidência do COREN-Ba e das informações que circulam que expõem a minha dignidade como pessoa pública e reputação profissional de mais de 18 anos, além do respeito à toda Enfermagem da Bahia, trago esclarecimentos.
Como um dos presidentes de COREN que se colocou como uma voz ativa em defesa da categoria em prol da valorização da Enfermagem, em especial, pela defesa do Piso Salarial e Carga Horária, e por isso, tenho sido alvo de críticas e perseguição política de grupos que não têm nenhum interesse em que estas pautas avancem.
Neste contexto, estou sendo alvo, também, de uma denúncia caluniosa me envolvendo em um crime no qual não cometi. Recebi nesta sexta-feira, 25/06, a denúncia do COFEN com surpresa, decepção e perplexidade.
Como presidente da autarquia, ao receber a denúncia de um suposto crime que envolvia uma conselheira e um servidor do COREN-Ba (cargo comissionado, indicado por ela) prontamente encaminhei a denúncia para o COFEn, MPF e Polícia Federal – Núcleo de Combate à Corrupção -, para instauração de Inquérito, afim de que se investigassem os fatos.
Em seus depoimentos, fui arrolado de forma leviana e caluniosa, sem que tivessem nenhuma prova, até porque sou uma pessoa ética, responsável e fiel aos meus valores morais e jamais, por nenhuma pressão política, cederia minha honra a projetos que não fossem em prol da categoria e fortalecimento da gestão transparente e eficiente do COREN-Ba.
Em 04/01, assumi a presidência do COREN-BA, representando 142 mil profissionais de Enfermagem, sempre pautado nos valores morais da minha história. O meu afastamento do cargo é descabido, mas não vão conseguir calar uma das vozes da enfermagem, pois serei forte o suficiente para defender os interesses da categoria com ou sem mandato, e não é no GOLPE que se desfaz lideranças.
Para reparar o dano em que esta decisão tem causado à minha imagem e à imagem dessa presidência, providências já estão sendo tomadas.
Enfermagem da Bahia, estou do seu lado. Tenho consciência tranquila, e sigo confiante na justiça. “Nunca vi um justo sem repostas’.



