Bolsonaro admite erro numérico em contrato da Covaxin, nega irregularidades e ataca jornalista

CPI bOLSONARO Covaxin

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O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), atacou uma jornalista da CBN ao ser questionado sobre o processo de aquisição da Covaxin, durante viagem a Sorocaba, no interior de São Paulo.

Irritado, Bolsonaro disse para a jornalista Victória Abel parar de fazer “pergunta idiota”, voltar para a faculdade, depois para o ensino médio, em seguida, para o jardim de infância e aí “nascer de novo”.

“Olha só: no dia seguinte, pelo que fiquei sabendo, era um documento que estava feito de forma equivocada. Faltava um 0 lá. Em vez de 200 mil doses eram 3 milhões. E foi corrigido no dia seguinte. Outra, tem algum recibo meu pra ele? Foi consumado o ato? Há dias seguidos aquilo foi retificado”, explicou o presidente da República, citando um erro numérico no contrato.

O contrato com a Covaxin foi acertado em fevereiro de 2021, através da empresa Precisa, por meio da empresa Bhart/ Biotech, ao preço de 15 dólares a dose. Membros do governo pressionaram o servidor do Ministério da Saúde, Luis Ricardo Miranda, para autorizar a compra de 4 milhões de dose via pagamento antecipado. O governo reservou R$ 1,6 bilhão para aquisição da vacina contra Covid-19. A oferta inicial da Covaxin era de um pouco menos de dois dólares a dose.

Repúdio

Em nota, a CBN disse que “repudia o tratamento agressivo e insultuoso de Jair Bolsonaro à repórter Victória Abel. Não foi à repórter que faltou educação nesse episódio. A CBN se solidariza com Victória Abel, que, assim como todos os nossos jornalistas, continuará a fazer seu trabalho para informar os brasileiros”.

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