Omar Aziz promete recorrer da decisão que isentou governador do Amazonas de ir à CPI da Covid

Senado

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O presidente da CPI da Covid, o senador Omar Aziz (MDB) afirmou que o Senado Federal irá recorrer da decisão do governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), de não comparecer à CPI.

Wilson conseguiu liminar para não participar da oitiva, já que é investigado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), por irregularidades na compra de respirados mecânicos através de uma loja de vinhos.

“Iremos recorrer, o senado irá recorrer, respeitamos a decisão da ministra Rosa Weber, como respeitamos todas as decisões que aqui foram impetradas. Acredito que o governador do estado perde uma oportunidade ímpar de esclarecer ao Brasil e principalmente ao povo amazonense o que de fato aconteceu. O que aconteceu no Amazonas não é uma coisa rotineira, faltou oxigênio e pessoas perderam vida, e o governador poderia explicar. Ele não terá outra oportunidade como teria aqui”, destacou Aziz.

O presidente da comissão de inquérito que investiga as ações e omissões do governo federal afirmou que não está tendo prejulgamentos na CPI: “governador, vossa excelência perde oportunidade gigante, não só como homem público, como pessoa, para sua história explicar quem são os culpados pela omissão que aconteceu ao nosso povo. Pessoas que perderam parentes, amigos, negócio tão triste…”

O senador do MDB afirmou que “não dá nesse momento para querer proteger alguém” e reforçou que espera de Marcelo Campello, o ex-secretário de Saúde do Amazonas, “que estará aqui dia 15, possa esclarecer o que aconteceu no Amazonas”.

“Não vamos cessar nossa busca dos que foram omissos, deixaram de salvar vidas por questão ideológica”, destacou o presidente da CPI da Covid.

Facultativo

O seu colega de partido, o senador Eduardo Braga, que também foi eleito pelo amazonas, deixou claro que o governador optou em não comparecer na CPI: “O Supremo facultou o direito de não vir, e o governador optou por não vir esclarecer para opinião pública do Amazonas porque tinha R$478 milhões e mesmo assim faltou oxigênio, medicamento, leitos; das várias situações, da compra de ventiladores em loja de vinho, enfim, muitas questões poderiam ter sido esclarecidas”.

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