O senador e vice-presidente da CPI da Pandemia, Randolfe Rodrigues (Rede), criticou o coronel Élcio Franco, ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde, pelo uso do argumento de que não houve consenso na elaboração da MP que daria o aval para o governo federal realizar a compra da vacina da Pfizer.
“Não existe falta de consenso! A CGU e a AGU autorizaram”, ressaltou Rodrigues.
O ex-gestor do MS afirmou que o Ministério da Economia se posicionou contra uma minuta que tinha tido o aval dos órgãos de controle e dos ministérios.
Em dezembro de 2020 já estava pronta a minuta da MP com proposta de dispositivo que dava segurança jurídica para essa contratação junto à Pfizer, com definição de responsabilidade civil. A medida provisória teria sido apresentada à Câmara dos Deputados em janeiro de 2021, mas teria sido rejeitada por orientação do governo.
“Vamos convocar o Paulo Guedes, ele que impediu os brasileiros de ter vacina no braço em janeiro. Estou com um ofício do dia dois de dezembro, um e-mail desesperador, dizendo que se o MS não quiser comprar, ele iria disponibilizar outros países. Uma semana depois do e-mail, o Chile começou a vacinar [24 de dezembro]. O Brasil tem 11% de vacinados e o Chile 56%. Enquanto estava ocorrendo essa negociação, vidas estavam sendo perdidas”, pontuou o vice-presidente da CPI da Covid.
O Brasil começou a vacinar contra Covid-19 no dia 17 de Janeiro.



