O coronel Élcio Franco, ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde, afirmou que críticas de Bolsonaro contra João Doria, em 2020, no imbróglio envolvendo a compra da CoronaVac, foram motivadas por conta da “politização” do governador João Doria.
“Houve politização pelo governo do estado. As negociações eram feitas pelo Butantan. As tratativas eram com o Butantan e não com o governador de São Paulo”, criticou Franco.
Ao negar existência do chamado gabinete paralelo, dizendo desconhecer o fato e ter se encontrado poucas vezes com membros citados pelo relator da CPI, Renan Calheiros, o senador do MDB do Alagoas ironizou: “Havia um ‘Ministério da Doença’ em contraposição ao Ministério da Saúde. Parece que que o gabinete paralelo era é o MS”.
Élcio Franco assumiu a responsabilidade da opção por uma cota reduzida na compra do país junto ao Covax Facility, consórcio da OMS para compra de vacinas.
“Isso foi uma decisão ouvindo todos os técnicos do ministério até a assinatura final do contrato pelo ministro da Saúde, ouvindo todos os técnicos. Eu participei junto com os demais técnicos para chegarmos ao número de 10% da população brasileira”, disse Franco.



