O ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde, o coronel da reserva do Exército Antônio Élcio Franco, afirmou, em oitiva na CPI da Covid, nesta quarta-feira (9), que não houve cancelamento nas negociações de vacina com o Butantan, mesmo o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), em outubro do ano passado, afirmar que mandou cancelar e o Ministério da Saúde ter informado que havia cancelado.
“Não foram canceladas, se mantiveram. Estávamos em contato com o presidente do Butantan, Dimas Covas, e não houve em nenhum momento o cancelados de nenhum das tratativas. Não houve cancelamento, foi feito uma divulgação pública desde que confirmada segurança sanitária da Anvisa”, afirmou Élcio em oitiva na CPI da Pandemia.
Élcio afirmou que não houve uma compra antecipada de vacina junto ao Butantan, a Coronav, como ocorreu com o imunizante da Moderna, por falta de previsão legal e de testes clínicos: “Aguardávamos o desenvolvimento, aprovação da Anvisa e o marco legal, que ocorreu antes da aprovação na Anvisa. Um dia depois da aprovação da MP 1006, que autorizava compra de medicamentos, ainda sem autorização para uso ou menos na Anvisa. Não houve o cancelamento, nós estávamos cobrando dados técnicos dos estudos clínicos e o Butantan demoravam de enviar”, destacou Franco.
Ele disse que havia, em relação à Coronav, “Incertezas quanto ao desenvolvimento da vacina”, e que mesmo assim uma “carta de intenções foi assinada em 19 de outubro”.
“A vacina mais avançada naquele momento era a Astrazeneca, inclusive com estudo da fase 3, e tinha grande chance de ter sucesso”, destacou Élcio Franco.



