O ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde, o coronel da reserva do Exército Antônio Élcio Franco, afirmou, nesta quarta-feira (9), em oitiva na CPI da Covid, que não houve recusa de resposta aos emails da Pfizer.
Ao ser questionado pelo relator, Renan Calheiros, sobre um e-mail seu que se tornou público, onde alega ataque hacker para explicar os motivos de não ter respondido.
“Ele [o e-mail] se referiu a uma correspondência que a Pfizer mandou. O MS, o STF e o governo do Distrito Federal foram alvos de um ataque de vírus, e a minha caixa de e-mail e do ministério, entre 5 e 12 de novembro, ficou inoperante. Somente em novembro. Isso com relação a uma correspondência. As outras havia videoconferência, contato telefônico, e-mail de respostas”, destacou Élcio.
O coronel reformado do Exército afirmou que a Pfizer exigia que o governo federal emitisse “uma MP que fosse convertida em lei”.
“A Pfizer exigia um memorando assinado pelo presidente da República. Não garantia sucesso da vacina e exigia assinatura do contrato, queriam o pagamento adiantado e sem garantia sequer da vacina”, informou Franco.



