O Partido Liberal e o Partido Democrático Trabalhista fecharam um acordo para caminhar juntos em 2022.
Em um almoço no início da tarde desta segunda-feira, (7), o presidente do PDT Bahia, o deputado federal Félix Mendonça, e o presidente do diretório estadual do PL, o ex-parlamentar José Carlos Araújo, firmaram acordo sobre o candidato ao governo do estado que irão apoiar em 2022.
“Eu e o Félix Mendonça fizemos um pacto. Nós somos amigos e decidimos que o PL e o PDT vão marchar juntos em 2022. Já há um entendimento acerca do candidato ao governo que vamos apoiar, mas não vamos divulgar ainda. O senador ainda não está decidido”, destacou Araújo.
Preteridos pelo governador Rui Costa (PT), em 2022, os partidos devem caminhar ao lado de ACM Neto, atual presidente do Democratas e virtual candidato ao governo do estado em 2022.
Agora irmanados, os partidos não descartam indicar um nome para concorrer a vaga que deve ser aberta após a saída do senador Otto Alencar (PSD), caso o mesmo não concorra à reeleição, em 2022.
“O caminho junto vai importar o mesmo candidato a governador, participar junto da majoritária e apoiar o mesmo senador. O apoio poderá ocorrer a um dos nome de fora ou o PDT e o PL poderão apresentar seu próprio candidato ao Senado Federal”, explicou Mendonça ao OFF News.
O pacto será ratificado pelos presidentes nacionais do partidos. Félix Mendonça se reunirá nesta semana com o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi; na semana que vem será a vez de José Carlos Araújo se encontrar com o comandante nacional do PL, o ex-deputado Valdemar Costa Neto.
O acordo entre os partidos na Bahia reforça o cenário nacional de distanciamentos das siglas ao PT.
Com Ciro Gomes como virtual candidato, o PDT tem buscando alianças com partidos de centro e centro-direita, como forma de isolar o ex-presidente Lula, que já se colocou publicamente como candidato.
Base do governo Jair Bolsonaro (sem partido) nacionalmente, o PL da Bahia, com o ato, se afasta de possíveis críticas e mal-estar que poderão ser gerados em 2022, pelo fato de estar ao mesmo tempo no palanque do presidente da República, que tentará à reeleição, e do candidato do adversário dele.



