O senador da Rede e vice-presidente da CPI da Covid, Randolfe Rodrigues, afirmou que o presidente do Butantan, Dimas Covas, que participa de oitiva na CPI da Covid nesta quinta-feira (27), poderá esclarecer se determinados comportamentos e críticas do presidente da República e de membros de seu governo contribuíram para o atraso no fornecimento de IFA, essencial para produção de Coronavac, vacina produzida pelo Butantan. Ele também destacou que caberá ao responsável pelo Butantan explicar se houve atrasos no repasse de recursos federais para compra de vacina.
Em 2020, Jair Bolsonaro (sem partido), presidente da República, afirmou em entrevistas e live, que não compraria a vacina do Butantan, por ser uma “vachina do João Doria”, em referência ao governador de São Paulo, seu opositor.
“Omissão em adquirir vacinas, atrasos nas vacinas significa agravamento da crise, risco maior de uma 3º onda e mortes”, destacou Randolfe.
O parlamentar apresentou um requerimento para convocação de Bolsonaro para prestar esclarecimentos na CPI, o que gerou um debate acalorado na CPI da Pandemia. Por força do Regimento Interno do Senado Federal e da Constituição do Brasil, presidente, governadores, prefeitos, deputados e senadores não podem ser convocados para CPI.
“Tivemos ontem a convocação dos governadores, deve ter recursos dos governadores ao STF, acredito eu, não tenho essa informação, para o não comparecimento por conta do respeito ao princípio federativo. Vamos ver o que pensa o STF para ver a conveniência ou não de momento oportuno apreciar esses requerimentos. O requerimento está protocolado”, destacou Randolfe.



