O ex-ministro da Saúde, o general Eduardo Pazuello, e o atual comandante da pasta, Marcelo Queiroga, retornarão ao banco de depoentes da CPI da Pandemia, no Senado Federal. Os requerimentos de reconvocando os gestores foram aprovados na sessão desta quarta (26).
Pazuello deverá prestar conta das informações trazidas à CPI pela secretária Mayra. Ele alegou que Pazuello sabia da crise de oxigênio no Amazonas desde o dia oito de janeiro; Pazuello alegou na oitiva que só foi informado no dia 10 janeiro.
O ex-ministro da Saúde também terá esclarecer ao senadores os motivos de aparecer sem o uso de máscara em uma manifestação de apoio ao presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), no Rio de Janeiro. O fato fez com que um processo disciplinar fosse aberto contra o general pelo Exército Brasileiro.

O ministro Marcelo Queiroga terá que tratar das contradições encontradas em seu primeiro depoimento, onde disse que o MS não promove medicamentos do chamado kit Covid para o tratamento precoce. O MS ainda persiste com uma orientação sobre o uso seguro de medicamentos para doença viral.

Foi convocado também o diretor-executivo de negócios da White Martins, Paulo Baraúna, que é peça chave para entender se o Ministério da Saúde e secretária de Saúde do Amazonas sabiam da possível crise por falta de oxigênio que abateu o estado em janeiro, resultando em mais de mil mortos. O período em que os órgãos foram informados do possível desabastecimento será fundamental para saber se houve negligência por parte do poder estadual ou federal na resolução do problema.

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