A secretária Mayra Pinheiro, de Gestão do Trabalho e da Educação do Ministério da Saúde, afirmou que não tinha como prever o consumo de oxigênio no Amazonas, pelo fato de não haver um padrão de uso no tratamento dos casos graves da Covid-19.
“Pelo que tenho de prova, a secretaria de Saúde de Manaus transferiu um e-mail da White Martins para o ministro, citando um problema de abastecimento na rede. É impossível ter uma previsão de quanto utilizaram a mais. Não considero que seja possível”, respondeu a secretário do MS.
A secretária informou que Eduardo Pazuello, então ministro da Saúde, foi informado no dia oito de janiro sobre falta de oxigênio. Ele disse que foi comunicado apenas no dia 10. Ela narrou inclusive que o ministro da Saúde a questionou porque ela não o havia comunicado do desabastecimento de oxigênio. Ela explicou que após questionada pelo ministro Eduardo Pazuello, questionou ao secretário de Saúde do Amazonas, que a respondeu dizendo que não sabia do fato.
Manaus
Ele destacou que o papel do MS em Manaus foi muito além da competência, através do envio de recursos a exemplo de EPIs: “foram mais de 1000 ventiladores mecânicos”.
“O que assisti em Manaus foi desassistência e caos. UBS fechada enquanto a população morria, unidades sem medicamento, outras sem médico; agora, em 2021. Tínhamos 2000 teste RTPC reprimidos. O MS não teve nenhuma responsabilidade. [Secretária de Saúde de Manaus] não tinha controle e gerenciamento de crise, não havia planejamento estratégico. Não tinha triagem, paciente Covids eram misturados com não Covid; não havia teste para isolar pacientes. O que me causou mais estranheza foi a participação de agentes de saúde, 1200, dispensado das atividades. Segeb treinou, e recomendou ao trabalho, ofereceu termômetro e oxímetro”, destacou Mayra Pinheiro.
Questionada sobre sua defesa do tratamento precoce, a gestora destacou que “prevenção é essencial”.
“Precisamos definir o que é eficácia e eficiência. Em situação de guerra, lançamos mão de todas as evidências desde que estejamos diante de medicamentos seguros. E não faltam evidências”.



