Documentos enviados à CPI da Pandemia negam versão de Pazuello e mostram que aumento na produção de cloroquina pelo Exército era para Covid-19

Exército Brasileiro

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Documentos enviados pelo Ministério da Defesa à CPI da Covid confirmam que os pedidos para aumentar a produção de cloroquina do Exército foram emitidos para o tratamento de Covid, e não de malária, como havia sinalizado o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, em depoimento.

O próprio presidente da República, em março de 2020, havia gravado um vídeo onde afirma que solicitou ao Exército um incremento na produção do medicamento.

“A distribuição de cloroquina é normal para malária […] para os indígenas, não para Covid. Nós não fazíamos distribuição… Aliás, eu sou completamente contra distribuição de qualquer medicamento, principalmente cloroquina ou qualquer um, sem a prescrição médica. Em apoio ao Ministério da Saúde, houve o atendimento da demanda existente, à época do início da pandemia, para produção do medicamento cloroquina, e o LQFEx iniciou a retomada da produção” diz o ofício assinado pelo ministro da Defesa, Walter Braga Netto, em que destaca que o laboratório do Exército “atendeu demandas oriundas do Ministério da Saúde”.

O ministério da Defesa enviou um processo administrativo com mais de 800 páginas à CPI da Pandemia, onde há registros de pelo menos 14 requisições do Ministério da Saúde que citam a necessidade de “produção de cloroquina utilizado [sic] no tratamento do [sic] Covid-19”.

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