Criou-se um imbróglio no PSDB, a publicação da foto dos ex-presidentes Lula (PT) e Fernando Henrique Cardoso (PSDB), após dias seguidos de palavras elogiosas, cujo ápice foi FHC dizer que votaria em Lula e ser retribuído no mesmo tom pelo petista.
Os diretórios nacional e paulista do PSDB emitiram notas sinalizando desconforto com o encontro entre os antigos rivais políticos.
O PSDB tem entre seus pré-candidatos os governadores de São Paulo, João Doria, e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e o senador Tasso Jereissati (CE).
“Esse encontro ajuda a derrotar Bolsonaro, mas não faz bem a um potencial candidato do PSDB. Nossa característica é saber dialogar, inclusive com adversários políticos”, continuou Araújo. De toda forma, precisamos evitar sinais trocados a nossos eleitores. O partido segue firme na construção de uma candidatura distante dos extremos que se estabeleceram na democracia brasileira”, disse o presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo, à Folha de São Paulo.
A seção paulista do PSDB, presidida pelo secretário Marco Vinholi, aliado de Doria, afirmou em nota que “o encontro de FHC com Lula tem caráter dentro da democracia, onde adversários políticos dialogam”. Ressaltou, no entanto, que “o PSDB trabalha uma alternativa para o Brasil capaz de liderar a retomada tão importante no país, frontalmente contrária aos retrocessos de Lula e Bolsonaro”.
“Ele pode almoçar, jantar e tomar seu vinhozinho com quem ele escolher. Quanto à questão política, o PSDB deve continuar a busca de uma candidatura ao centro, e há sinais claros de que, além dos nomes colocados até aqui, o senador Tasso começa a considerar realmente uma candidatura. Lula nunca foi, e não acredito que será, uma opção para o PSDB”, declarou o deputado federal Aécio Neves.
“O almoço dos ex-presidentes, que ocorreu no dia 12 de maio no apartamento do ex-ministro do STF e ex-ministro da Justiça e da Defesa Nelson Jobim, foi revelado por Lula na manhã desta sexta em uma publicação em suas redes sociais. Os perfis do petista informaram que os dois “se reuniram para um almoço com muita democracia no cardápio” e “tiveram uma longa conversa sobre o Brasil, sobre nossa democracia, e o descaso do governo Bolsonaro no enfrentamento da pandemia”, diz Folha de São Paulo.



