Durante oitiva na CPI da Cesta Básica, da Câmara Municipal de Feira de Santana, o chefe da Divisão de Juventude da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Sedeso), Emerson Tavares, negou que tenha conhecimento da distribuição da Cesta Básicas e quais eram os critérios estabelecidos, mesmo tendo sido designado coordenador do Cadastro Único de Feira de Santana.
Tavares está participando de uma oitiva da comissão que inquérito que investigação um suposto uso eleitoreiro de cestas básicas e de leite com o intuito de promover o prefeito Colbert Martins (MDB), então candidato à reeleição em 2020, na manhã desta sexta-feira (21). O coordenador de Alta Complexidade de Feira de Santana, Helenildo Sobral, apelidado de Gringo, será o próximo ouvido na oitiva desta sexta.
Juventude
O servidor começou o depoimento falando de sua função como chefe da Divisão de Juventude, que garantiu realizar sem contato com os jovens do município: “como chefe da divisão da juventude, buscava elaborar, trazer projetos, fazer benfeitoria para os jovens de Feira de Santana”.
Emerson afirmou não ter conhecimento do senhor Helenildo Sobral, apelidado de Gringo, apontado em denúncias como um dos coordenadores do sistema de distribuição de cestas básica com o intuito reeleger Colbert Martins (MDB).
“Pablo é o secretário da Sedeso, responsável por toda triagem de onde vem as famílias que precisam. Existe um setor apropriado para essas questões, que não era meu. Se alguém viesse me procurar, eu o levaria para o setor correto. Ninguém me procurou”, destacou o chefe da Divisão de Juventude.
Cadastro Único
Durante o depoimento, Tavares foi confrontado com a informação de ter sido designado como coordenador do Cadastro Único de Feira de Santana, setor responsável pela triagem das pessoas que estão aptas para receber as cestas básicas e o leite pelo município.
“Eu não era responsável pela distribuição. Nesse setor eu fui coordenador de Cadastro Único, mas existia um chefe do Bolsa Família, que tinha acesso aos relatórios, que fazia contato com o secretário para passar os documentos”.
Questionado sobre sua função, o parlamentar destacou que sua função era apenas administrativa, de entregar cadernos e documentos sem saber do teor dos documentos.
“Eu pegava os cadernos e preenchia, e fazia intermediação com o chefe do setor. Intermediava os Craes com a secretaria (Sedeso), só para distribuição. Eu intermediava as questões do Cras com Danilo Araújo, chefe do setor, que precisava do cadastro único, recebia os documentos e passava ao diretor do departamento”, destacou Emerson Tavares.
Após o depoente entrar em contradição, o vereador Sílvio Dias (PT), vice-presidente da Casa, afirmou que irá pedir para que o seu depoimento seja encaminhado ao Ministério Público da Bahia, por mentir em juízo à CPI da Cesta Básica: “O depoente está mentindo, em nenhum momento ele falou que tinha conhecimento do cadastro, mesmo várias vezes questionado”.



