Após o ex-secretário de comunicação da presidência da República, Fabio Wajngarten, se negar a responder de forma direta aos questionamentos dos senadores da CPI Covid, na tarde desta quarta-feira (12), ou responder com o uso de repetições de frases feitas e protocolares, o presidente da CPI da Covid, Omar Aziz (PSD), se irritou com o antigo gestor do governo do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido).
Após interpelar Wajngarten para que responda de forma direta, o presidente da Comissão de Inquérito foi alvo do senador Eduardo Girão (PODE), que afirmou que ele estava “humilhando” o ex-secretário.
“Ele não está sendo humilhado. Humilhado são os 400 mil mortos, que morreram porque não havia vacina. Ele está bem protegido, todo mês ele tem dinheiro para comer; quem está sendo humilhado é o povo pobre. Não dá para esquecer mais de 400 mil vidas, queremos extrair dele o que ele falou na Veja, e que diz que não falou”, desabafou Omar após críticas do senador Eduardo Girão (Podemos).
Visivelmente irritado, o comandante da CPI continuou: “nas redes sociais todo mundo é família… Nos bastidores sabemos o que fazem, os hipócritas dos twitter que se ajoelham! São os responsáveis por isso”.
Após Girão afirma em réplica que a CPI não pode se tornar um “panfleto, algo com objetivos políticos e de poder”, e citar a mãe do ator Paulo Gustavo, morto pela Covid-19 na última semana, Omar Aziz subiu o tom:
“Ela [mãe de Paulo gustavo] deu um grito contra vocês que defende cloroquina, aglomeração, não foi contra quem não defende”, desabafou o senador do PSD, que completou: “Vou pedir para requerer à revista Veja, para que possa nos dar o áudio da gravação [entrevista de Wajngarten] sem cortes. Acredito que o depoimento do ministro está prejudicado”.



