O ex-secretário de comunicação da presidência da República, Fabio Wajngarten, negou que o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), tenha realizado qualquer interferência na sua pasta durante sua gestão, durante oitiva na CPI da Covid, nesta quarta-feira (12).
“Se tivesse qualquer interferência pegaria minha mala e voltava para minha empresa e família. O Presidente não pediu que houvesse campanha para qualquer tema, jamais”, destacou Wajngarten.
Ele ressaltou que não houve “nenhuma campanha de publicidade” que visasse prejudicar ou confrontar medidas sanitárias.
O secretário destacou que havia uma dificuldade da comunicação sair de Brasília para o restante do país: “estamos na bolha de Brasília, o que passa aqui não é o que acontece no Brasil”.
Ele destacou que sua área conversava com o ministério da Saúde, não com o ministro Eduardo Pazuello: “Minha área de articulação sempre falava com a de Pazuello. Poucas vezes conversei, não mais do que bom dia, boa tarde, boa noite”.
Ele destacou que enfrentou prejuízo em sua empresa de comunicação desde que entrou no governo Bolsonaro: “Minha empresa foi devastada. Perdeu quase 50% faturamento do governo. Quis devolver ao Brasil o que o país me deu. Naquele momento eu tinha condições de abrir mão do dia a dia da empresa”.



