CPI da Covid debate prisão em flagrante de Fabio Wajngarten por mentir na comissão

CPI Covid

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O plenário da CPI da Covid discute neste momento se ocorrerá ou não a prisão em flagrante do ex-secretário de Comunicação do governo Bolsonaro, Fabio Wajngarten, pelo crime de mentir após juramento diante da comissão que inquérito.   

“Ele está sistematicamente faltando com a  verdade, distorcendo. Está em estado flagrancial, eu não faço parte da CPI, mas esse depoente tinha que sair daqui preso, por violar artigo 342 [do Código Penal], com pena de dois a quatro anos”, destacou Alessandro Contarato (REDE).  

O relator citou reiteradas mentiras do ex-secretário. 

“Esse depoente faltou com a verdade e está em estado flagranteado. Repetição inacreditável de mentiras. Comprovadas com fato contrários”, destacou Renan Calheiros.  

O vice-presidente da CPI da Covid ameaçou que ato pode ser realizado individualmente.

“Se vossa excelência. Se não fizer, nós teremos que fazer individualmente. Não é por que uma pessoa vem aqui e se contradiz a toda hora”, afirmou o vice-presidente, Randolfe Rodrigues (Rede). 

O presidente da CPI Covid ressaltou que não irá pedir a prisão de Wajngarten, e que com isso ele está “salvando a CPI”.

“Temos que ter muita cautela, para não parecer que estamos ouvindo e já condenado. Não pré-julgamos as pessoas. Não é impondo prisão que a CPI dará resultado. Tivemos informações que metade da cúpula do governo sabia que desde setembro a Pfizer estava oferecendo vacinas. Eu não vou ser carcereiro de alguém, eu sou um democrata. Se ele mentiu, temos que pôr no relatório e mandar para o MP. Aqui não é um tribunal. Se quiserem podem fazer contra minha vontade. Fiquem à vontade”, destacou o presidente da CPI Covid, Omar Aziz.

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