A a vereadora Marta Rodrigues (PT), líder do bloco de Oposição da CMS (Câmara Municipal de Salvador), irá cobrar explicações da Prefeitura de Salvador e da Secretaria Municipal de Educação acerca de denúncias recebidas por pais e mães de alunos, que estariam sendo coagidos a levarem seus filhos às escolas.
“Recebemos denúncias de que estão ameaçando cortar cestas básicas de famílias, de retirar vagas de creches, até mesmo o bolsa família, caso não levem seus filhos às escolas. Se isto for verdade, é preciso urgentemente que sejam identificados os autores dessas ameaças. Não podemos permitir que gestões públicas, ao lado de setores privados, tratem o ensino como mercadoria, pois a educação não é comércio, e sim um direito social em espaços onde as pessoas precisam se sentir seguras e vivas”, disse.
Para a petista, a tentativa açodada de retomar as aulas presenciais, distorce o propósito da educação como direito social. “A escola é um espaço em que a segurança, a coletividade é fundamental para que a educação se desenvolva. Para isso é preciso um ambiente de segurança , de coletividade, de consenso e de imunização dos trabalhadores da área de educação, ninguém vai ter um bom desempenho com medo, preocupação”, destacou.
Ainda conforme Marta Rodrigues, antes de tentar retomar presencialmente as aulas de maneira açodada e autoritária, sem oferecer segurança sanitária completa e contrariando trabalhadores e pais e mães de alunos, é preciso levar em conta outro fator crucial para esse processo, que é o transporte público municipal e a situação das unidades de ensino.
“Como é que Salvador vai retomar as atividades presenciais na rede municipal com um transporte público que é um dos piores do país, com frota insuficiente e condições precárias? Alunos, pais de alunos, profissionais da rede utilizam ônibus para chegar até as unidades. Ou seja, não existe segurança sanitária para o ensino presencial. O transporte lotado, sujo, como é o caso na cidade, é principal meio de contaminação comunitária. As pessoas podem ir pras escolas e levarem o vírus com elas, isso sem falar nas escolas em péssimas condições, como tem circulado vídeos para toda a população”, disse.
PL 5595 – Para Marta, o Projeto de Lei 5595 – em pauta no Senado – obrigando retorno das aulas como serviço essencial em escolas e universidades, não é só nocivo à população, como mostra que a educação não tratada como direito social e sim como mercadoria.
“O governo federal trabalha com manipulação do povo por meio de fakenews, distorcendo os fatos. Priorizar a educação é, antes de tudo, priorizar a vida para que se possa ter acesso ao conhecimento. Este mesmo governo que diz priorizar a educação, é o mesmo que veta ampliação de acesso à rede, fundamental para os alunos de baixa renda, que apoia censura nas salas de aula com perseguição a professores e alunos e apresenta a Emenda 95, que congela verbas por vinte anos da saúde e da educação, abrindo espaço para disputa entre as áreas por fatias do orçamento, comprometendo o Plano Nacional de Educação (PNE)”, disse.



