A CPI da Covid aprovou, na última sexta-feira (7), requerimentos de informações ao Consórcio Nordeste e a Sesab.
O senador Alessandro Veira (Cidadania) requer “ao Ministério Público Federal na Bahia (MPF-BA) a disponibilização do teor e resultados das investigações de possíveis ilícito na compra dos respiradores pelo Consórcio Nordeste”. Já o de Eduardo Girão (Podemos), requer que “sejam encaminhados pela Secretaria Estadual de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) cópia de todos os documentos relativos à aquisição frustrada de respiradores através de contratação do Consórcio Nordeste”.
Respiradores
O governo do estado realizou duas compras de respiradores para pacientes em estado grave após infecção pelo novo coronavírus que não foram entregues:
A compra de 300 ventiladores clínicos de UTI pelo Consórcio Nordeste na empresa Hempcare, por R$ 48,7 milhões, em Abril de 2020. A Bahia receberia 60 respiradores e os demais estados ficariam com 30 cada. A empresa não entregou os equipamentos e o governo do estado, via SSP, deflagrou a operação Ragnarok, que chegou a prender os donos da empresa, mas até o momento o valor não foi restituído aos cofres públicos. O MPF (Ministério Público Federal) instaurou inquérito civil para apurar supostos atos de improbidade administrativa. O governo da Bahia tenta reaver o valor pago através de um processo judicial.
Aquisição de 600 ventiladores pulmonares da empresa Ocean 26 Inc, dos EUA, pelo valor de aproximadamente U$ 8,4 milhões, o equivalente a R$ 44.824.320,00 (O governo pagou no dia 30 de março 80% do valor total da compra). O MPF instaurou inquérito civil para apurar supostos atos de improbidade administrativa. O governo da Bahia tenta reaver o valor pago através de um processo judicial.



