Após o ex-ministro da Saúde, Nelson Teich, classificar, durante oitiva na CPI da Covid, na última quarta-feira (5), o uso da hidroxicloroquina por médicos Brasileiros como um “erro” que pode, caso exista legislação, ser considerado um crime, o CFM (Conselho Federal de Medicina) emitiu nota afirmando que o uso de um remédio é prerrogativa médica.

“O CFM tem acompanhado inúmeros estudos sobre o tema conduzidos ao redor do mundo. Contudo, até o momento, entende que não há evidências fortes o suficiente, ou seja, reconhecidas por sua alta evidência científica, justificando a mudança do Parecer 04/2020, onde delega ao médico e ao paciente, em comum acordo e baseados em suas prerrogativas constitucionais, a decisão sobre qual o tratamento a ser realizado”, disse o conselho de medicina à Folha de São Paulo.

Na CPI da Covid, Teich afirmou:

“Eu acho que são duas situações distintas, uma é o presidente mostra a caixa [ da cloroquina], outra é o remédio funcionar ou não. Minha indicação depende da comprovação, independente do que o presidente faça. O problema que vejo, ao você liberar medicamentos forma indevida, é não saber como serão usados, se a dose será alta, até para proteger [o paciente] tem que tomar esse tipo de cuidado. Acho que a autonomia médica assume que todo médico tem conhecimento máximo sobre tudo que faz, se isso não é verdade [caso da cloroquina], isso tem que ser avaliado e acompanhada. Agora, quando se permite utilizar inadequadamente o recurso, de alguma forma está prejudicando a sociedade, isso é coisa para ser discutida”.

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