“Não houve aula, foi um fracasso total da PMS”, diz presidente da APLB

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O presidente da APLB (Sindicato dos Trabalhadores Em Educação do Estado da Bahia), Rui Oliveira, avalia que houve uma adesão de 95% dos profissionais da educação a paralisação proposta pela categoria como protesto pela retomada do ensino presencial em Salvador antes de todos os profissionais que atuam em escolas da rede municipal serem imunizados. 

“O governo mais uma vez tentou intimidar, fez teatro na TV, contratou gente dizendo que ia ter aula escola de Periperi… corri 50 escolas e todas sem aula. O secretário falou que abriu escola, mas abri não significa que a atividade ocorreu. 95% dos professores aderiram à paralisação. Foi um fracasso total da prefeitura de Salvador,  essa insistência em condenar o povo a morte”.

Rui criticou o secretário de Educação, Marcelo Oliveira, por estar garantindo em entrevistas que os professores estão imunizados mesmo com a primeira dose: “Ele não é médico, mas dá uma de infectologista, dizendo que está todo mundo imunizado. Estamos em uma nova guerra do negacionismo contra a ciência e estamos prevalecendo. Hoje ficou desmoralizada a secretaria, o secretário e os seus  assessores, não tivemos nenhuma atividade presencial na rede”. 

Retorno

A poucas horas da retomada das aulas semipresenciais em Salvador, no último domingo, o governo da Bahia fez uma postagem em uma rede social sinalizando que o ato em Salvador poderia ser ilegal. 

“As atividades letivas nas unidades de ensino públicas e particulares poderão ocorrer, na modalidade semipresencial e conforme disposições editadas pela Secretaria da Educação, somente nas regiões de saúde cuja taxa de ocupação de leitos de UTI de Covid-19 vier a se manter igual ou inferior a 75%, por cinco dias consecutivos. Até o momento, nenhuma região de saúde da Bahia atingiu essa taxa de ocupação por cinco dias consecutivos”, diz nota divulgada pelo Governo da Bahia, dando a entender que o retorno só poderia acontecer em bloco.

O ato gerou apreensão entre proprietários de escola e gerou manifestação de parlamentares aliados ao prefeito Bruno Reis (DEM), que viram na publicação um apoio velado ao movimento da APLB. 

Rui Oliveira defende que o retorno, de fato, só poderia ocorrer em bloco, e diz que a decisão de Bruno Reis é uma tentativa de “bater cabeça com o governo”. Ele reforçou que foi informado que em Lauro de Freitas, maior cidade da RMS depois de Salvador, o retorno só ocorrerá quando todos os profissionais forem vacinados com duas doses e após o tempo para que façam efeito.   

“Nós já dissemos isso, o prefeito não tem autoridade para bancar o retorno das aulas, quem diz isso é o governador. A saúde é dividida em territórios, e não tem nenhuma queda dos casos em nenhuma área,  quem diz isso é o governo. Essa decisão do prefeito é totalmente ilegal, uma iniciativa de bater cabeça com o governo. As cidades da RMS não seguiram, ele está isolado A morte de um profissional da educação para nós é motivo de luto, para o prefeito e secretário é apenas um CPF cancelado, é lastimável”, destacou Reis. 

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