Ativistas de diversas centrais sindicais e movimentos sociais realizam neste sábado (1) um ato simbólico no Farol da Barra, no bairro da Barra, em Salvador.

Centenas de cruzes foram colocadas no gramado do cartão postal de Salvador em momórias aos mortos pela Covid-19. O ato também é uma crítica ao governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

“As cruzes simbolizam as mais de 400 mil mortes pela covid-19 contabilização no país. Não são números ou CPF cancelados, são vidas, são seres humanos. Não podemos aceitar esse genocídio”, destaca Jailson Lage, da CSP-Conlutas.

Manifestante culpara o governo Bolsonaro pela morte de 400 mil brasileiros e cobraram vacina para população / Foto: Divulgação CSP-Conlutas

A manifestação é parte das atividades que serão realizadas no dia Internacional do Trabalhador (1/5), e começou em frente ao Shopping da Bahia. Trabalhadores dos Correios exibiram cartazes contra privatização do órgão.

Ato na frente do Shopping da Bahia lembrou os mortos na Bahia pelo novo coronavírus / Foto: Divulgação CSP-Conlutas

Devido à pandemia da Covid-19, a manifestação é diferente dos anos anteriores.

“É um ato simbólico, um momento de agitação, onde estamos trazendo um recado às ruas que é a defesa das vidas. Já são mais de 400 mil mortes no país, devido a política negligente dos governos. Chega de mortes, queremos vacina para todos”, cobra Lage.

Jovens da periferia também estão presentes na manifestação e cobram o retorno do auxílio emergencial de R$600. “A fome está grande nos bairros pobres de nossa cidade. Ficamos quatro meses sem o auxílio emergencial, quando volta é com um valor muito baixo, que não supre as necessidades básicas. Os que mais passam fome são os negros. Queremos o retorno do auxílio emergencial no valor de R$600”, defende Felipe Pereira, ativista do Movimento Aquilombar.

Live nacional

Além dos atos simbólicos, uma live nacional está sendo realizada pelas redes sociais da CSP-Conlutas.

“A CSP-Conlutas e a Intersindical se uniram para a construção da live, junto com diversas entidades e movimentos sociais de todo o país. Será um ato classista, internacionalista, independente, sem a presença de governos e patrões. Não podemos manchar a história do dia 1º de Maio. É um dia de luta”, destaca Jailson Lage.

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