O ex-governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), acaba ser cassado pela comissão mista entre deputados estaduais da ALRJ (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) e desembargadores do TJRJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro), ficando impossibilitado de assumir funções públicas por 5 anos.
Witzel é acusado por crime de responsabilidade na gestão de saúde do Rio de Janeiro.
“Com o voto do deputado Alexandre Freitas (Novo), formou-se a maioria de 2/3 necessária para a condenação de Wilson Witzel no processo de impeachment. Ele foi o sétimo integrante do tribunal misto, formado por parlamentares e desembargadores, a votar contra o governador afastado, acusado por crime de responsabilidade na gestão de saúde do Rio de Janeiro. No voto, Freitas disse que havia “intimidade promíscua” entre Witzel e “a patota de Mário Peixoto“, empresário que, segundo investigações da Polícia Federal, estaria por trás de empresas contratadas para prestar serviços em hospitais públicos”, diz O Antagonista.
Além de Freitas, votaram pela condenação os deputados Waldeck Carneiro (PT), Carlos Macedo (Republicanos), Chico Machado (PSD) e os desembargadores Maldonado de Carvalho, Fernando Foch e Teresa Castro Neves.
“Agiu de forma indecorosa, desonrosa e indigna, por ter atuado estritamente de forma improba, violando disposições expressas de lei federal”, criticou Alexandre Freitas.
“Witzel é acusado pela reabilitação da organização social Unir Saúde, para gestão de hospitais públicos, e pela contratação do Iabas, outra OS, para construir e gerir hospitais de campanha. As Investigações da PF (Polícia Federal) levaram Witzel a ser denunciado por corrupção, lavagem e organização criminosa , apontam que as duas entidades falhavam na entrega dos serviços e pagavam propina para manter contratos com o governo estadual”, explica O Antagonista.



