O prefeito Bruno Reis (DEM) classificou, durante coletiva virtual nesta sexta-feira (30), como um ato político, a decisão da APLB, acordada após reunião do sindicato, de suspender o retorno dos professores às salas de aula enquanto não forem imunizados com a segunda dose da vacina contra Covid-19.
“Esperamos que professores possam vir, segunda-feira esperamos que todos estejam presentes. Em nenhum momento politizamos a questão da pandemia em nossa cidade, não pode uma questão política influenciar e decidir o futuro dessas crianças. O sindicato precisa deixar de lado a questão política, temos vacinado 80% comunidade escolar, trabalhadores da educação. Não dá mais para esperar, comprometer o ano de 2021”, destacou Reis.
O chefe do executivo da capital disse que a APLB apresentou uma pauta com 13 itens, dos quais 12 foram atendidos pela gestão: “A pauta de 13, 12 nós atendemos; a da vacinação eu atendi 80%, 100% não depende do prefeito. Nós fizemos nossa parte para voltar à educação, não há como ser feito como nós fizemos. Não há uma capital que tenha vacinado 80%; todas voltaram para depois vacinar”.
O prefeito de Salvador destacou que o retorno será para toda rede escolar e que os pais que optarem por não mandar seus filhos na próxima segunda-feira (3), para retomada das aulas presenciais que ocorrerá de forma presencial e escalonada, não sofrerá perda de conteúdo, apesar de convocar os pais e os profissionais da educação para retornarem com o ensino presencial.
Bruno avalia que “não faz sentido esperar mais 90 dias para o retorno das aulas”, ao se referir ao prazo sinalizado pelo sindicato para fazer o efeito da segunda dose da vacina nos profissionais da educação, e revela que fechou um acordo com universidades para ter profissionais monitorando o impacto da volta às aulas no crescimento de novos casos da Covid-19.
“Toda unidade vai voltar. Espera que os professores voltem, fazemos uma apelo, uma coisa é posição do sindicato outra é dos professores; peço por amor à causa da educação que eles possam retornar”, destacou Bruno Reis.
Ele afirmou que os servidores com suspeita de contaminação com o novo coronavírus não deverão retornar às escolas, podendo realizar o tratamento em casa sem desconto pelos dias não trabalhados.



