Um dos deputados da bancada da bala na ALBA, o deputado estadual e soldado do Polícia Militar, Prisco (PSC), avalia como infundadas as declarações do colega de farda e de Casa, Capitão Alden (PSL), de que parlamentares do bloco de Oposição estariam recebendo R$ 1.6 mi da prefeitura de Salvador.
“Foi infundada, não existe esse negócio, a prefeitura não libera recurso. Até porque são poderes distintos, ele pode liberar as emendas impositivas para os vereadores, e emendas não se recebe em espécie, são pagas através de obras e implementos. As emendas impositivas na ALBA são da mesma forma e que, inclusive, eu não recebo. Tive que entrar com uma ação individual na justiça, e já ganhei, está na fase do MP colocar. Por picuinha política o governador não repassa minhas emendas, prejudicando toda população”, destacou Prisco.
Apesar de avaliar que as declarações não se sustentam, o parlamentar cobra que o processo no Conselho de Ética deve se ater aos fatos e não ao parlamentar que é alvo do processo.
“Não pode existir essa questão de gostar ou não, a análise é regimental e o que interessa são os fatos, que vai indicar que ocorreu uma quebra de decoro ou não, independente do gostar ou não do parlamentar. Eu, por exemplo, tenho deputados que nem falo, e não é por isso que se eu estivesse no Conselho de Ética iria perseguir A ou B. A questão é que, quando você acusa, cabe o ônus da prova do acusador, não se trata de gostar do parlamentar ou não”, ressaltou Prisco.
A frase do parlamentar do PSC é baseado no fato do parlamentar ser defensor e aliado do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), e ter tomado atitudes questionadas por parlamentares de oposição e do governo, a exemplo do episódio em que invadiu um hospital para tratamento da Covid-19, com o objetivo de apurar se haveria ou não doentes na unidade, seguindo pedido do chefe do executivo federal.



